Justiça

TV Gazeta seguirá filiada à Rede Globo até 2028

A Rede Globo não conseguiu derrubar a liminar que a obrigava a manter o contrato com a filial

Publicado: | Atualizado em 02/01/2024 11:25


Fernando Collor - @Reprodução
Fernando Collor - @Reprodução

A Rede Globo enfrentou um revés jurídico ao não conseguir derrubar uma liminar que a obriga a renovar o contrato de afiliação com a TV Gazeta de Alagoas, propriedade do ex-presidente Fernando Collor de Mello. A decisão, proferida pela 10ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), vem em um momento crucial, pois o contrato existente expirou em 31 de dezembro de 2023.

Essa liminar impõe à Rede Globo a renovação do acordo com a TV Gazeta até 2028, uma medida considerada necessária para salvaguardar os interesses financeiros do conglomerado de Collor, que atualmente passa por um processo de recuperação judicial. A Rede Globo, buscando alternativas, recorreu ao próprio TJ-AL e também ao judiciário do Rio de Janeiro. No entanto, devido às festividades de final de ano e ao recesso judiciário, não foi possível obter uma decisão em tempo hábil.

Como resultado, a TV Gazeta deu início ao ano de 2024 mantendo sua afiliação com a Rede Globo, sem enfrentar maiores obstáculos. Por outro lado, esse desfecho gerou consequências para a TV Elo, dirigida pelo Grupo Nordeste de Comunicação, sob a liderança do acionista Vicente Jorge Espíndola. A TV Elo, que também controla a TV Asa Branca de Caruaru desde 1991, pretendia substituir a TV Gazeta como afiliada da Globo em Alagoas a partir de 2024.

A Globo, priorizando a manutenção de sua imagem, não desejava ter duas emissoras repetidoras em Alagoas. Isso levou a TV Elo, operando no canal 28 de Maceió, a iniciar suas operações retransmitindo o canal Futura, vinculado à Fundação Roberto Marinho, uma instituição educativa privada ligada à Globo.

Essa decisão judicial atendeu a uma recomendação do Ministério Público de Alagoas, que, na semana anterior, aconselhou que a Globo fosse compelida a renovar o acordo com a TV Gazeta. A recomendação inicial era de um vínculo de mais três anos, mas a decisão judicial estipulou um novo contrato por um período de cinco anos.


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