União dos Palmares — O juiz da 7ª Vara Federal, Rosmar Antonni Rodrigues Cavalcanti de Alencar, revogou a prisão prevenida de Ademílson da Silva, de 53 anos, acusado de manter um ancião de 72 anos em regime de trabalho análogo à escravidão, no assentamento Santa Quitéria, na zona rural de União dos Palmares.
Conforme a decisão, o juiz entendeu que não haviam elementos suficientes para manter detido o acusado, e determinou ‘a imediata expedição do alvará de soltura em favor de Ademílson, ordenando à autoridade policial que ponha o referido cidadão em liberdade, se por outro motivo não estiver segregado’.
A decisão foi proferida na manhã desta quinta-feira (29). Rosmar Alencar também ressaltou que ‘outras medidas cautelares poderão ser aplicadas ou decretada a prisão preventiva caso sobrevenham circunstâncias que as autorizem’.
Em entrevista ao BR104, Cleide, esposa do acusado, contou que não aguentava mais ver o companheiro preso, e voltou a afirmar que o homem é inocente. Disse ainda que Ademílson sempre foi uma pessoa boa, trabalha e vive para a igreja e não via motivos para que ele continuasse detido diante de tudo que já foi exposto.
“Meu esposo é uma pessoa inocente. Ele não fez nada disso que as pessoas estão acusando ele, porque dezessete anos que sou casada com ele, nunca maltratou um animal, imagine um inocente. Eu quero pedir à Justiça que ela veja realmente para não acusar um inocente. Não está sendo fácil”, disse.
Preso desde a última quinta-feira (22), Ademílson nega que tenha mantido o idoso como seu funcionário, e afirmou que a denúncia partiu de seus ‘inimigos’. O acusado atribuiu o nome de dois ex-associados da associação que preside, Pedro Viana e Francisco Alves Monteiro Filho, que segundo ele, tentam o prejudicar há um certo tempo.
