Política

PEC da Blindagem: como votaram os deputados de Alagoas — e o que muda com a proposta

Plenário aprova a PEC em dois turnos e envia o texto ao Senado; veja o placar, os votos por Alagoas e os pontos centrais da medida.

Atualizado 5 meses atrás
Camara dos deputados - @Reprodução
Camara dos deputados - @Reprodução

A Câmara aprovou a PEC 3/2021, apelidada de PEC da Blindagem, em dois turnos entre a noite de 16 de setembro e a madrugada de 17 de setembro de 2025. O 1º turno terminou com 353 votos a favor, 134 contra e 1 abstenção. No 2º turno, o placar foi de 344 a 133. O texto segue para o Senado.

A proposta altera a Constituição para exigir autorização da Câmara ou do Senado antes que o STF possa abrir ação penal ou decretar medidas cautelares contra deputados e senadores, estabelecendo prazo de até 90 dias para deliberação. Na votação dos destaques, os deputados derrubaram a previsão de voto secreto para autorizar a abertura de processos penais; esse sigilo fica restrito a decisões sobre prisões.

Como votaram os deputados de Alagoas

No conjunto da bancada alagoana, o 1º turno terminou com 6 votos a favor, 2 contra e 1 ausência. Já no 2º turno, houve uma mudança relevante: Rafael Brito (MDB) migrou para o “não”. Assim, o resultado por Alagoas ficou em 5 “sim”, 3 “não” e 1 ausência.

Votos nominais dos deputados federais de Alagoas na PEC da Blindagem (PEC 3/2021) — 1º turno em 16/09/2025 e 2º turno na madrugada de 17/09/2025.
Deputado (AL)Partido1º turno — 16/092º turno — 17/09
Arthur LiraPP Sim Sim
Marx BeltrãoPP Sim Sim
Isnaldo Bulhões Jr.MDB Sim Sim
Luciano AmaralPSD Sim Sim
Delegado Fábio CostaPP Sim Sim
Rafael BritoMDB Sim Não
PaulãoPT Não Não
Daniel BarbosaPP Não Não
Alfredo GasparUNIÃO AusenteAusente

Legenda: Sim  •  Não  •  Ausente

 O que muda com a PEC da Blindagem

O texto aprovado condiciona a abertura de ações penais e medidas cautelares contra parlamentares à autorização prévia do respectivo plenário. A regra vale inclusive para medidas posteriores ao mandato, se o fato tiver ocorrido durante o exercício. O relator, Claudio Cajado (PP-BA), defende que se trata de “garantias institucionais”, enquanto opositores veem risco de impunidade e de corporativismo.

A Câmara também retirou do texto a ideia de voto secreto para autorizar ações penais, após destaque aprovado — tema que tinha sido alvo de críticas de entidades e parlamentares da oposição. O voto secreto permanece apenas para deliberações sobre prisão em flagrante por crimes inafiançáveis, como já prevê a Constituição.

Segundo a apuração de veículos nacionais, a versão final aprovada em 1º e 2º turnos repete o placar oficial (353–134 no 1º; 344–133 no 2º) e agora será avaliada pelo Senado. O debate deve continuar com novas pressões de partidos, governo e oposição para ajustes no texto por meio de destaques e eventuais supressões.