Albino Santos de Lima, conhecido como o “serial killer de Maceió”, volta nesta quinta-feira (4) ao banco dos réus. O acusado será julgado pela tentativa de homicídio contra Alan Vitor dos Santos Soares, de 21 anos, que em 12 de junho de 2024 foi perseguido e baleado nas costas e na nuca, no bairro do Vergel do Lago. A vítima sobreviveu ao ataque e deverá encarar o acusado durante a audiência.
Esta será a quarta vez que Albino se senta no banco dos réus. No entanto, as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público revelam um histórico ainda mais extenso. Entre os anos de 2019 e 2024, ele teria cometido 18 homicídios consumados e seis tentativas. Em depoimentos, o acusado confessou a autoria dos assassinatos, detalhando parte de sua atuação.
A captura de Albino ocorreu em setembro de 2024, após a divulgação de imagens de câmeras de videomonitoramento que auxiliaram a polícia na identificação. No cumprimento do mandado de prisão, os agentes apreenderam o celular do investigado.
A perícia no aparelho trouxe informações decisivas para a investigação. Nele, foram encontradas pastas organizadas com nomes de possíveis vítimas, registros e notícias sobre os crimes, além de fotografias do acusado em cemitérios, muitas vezes nos túmulos onde pessoas assassinadas por ele foram enterradas. Entre os alvos listados, estava justamente o nome de Alan Vitor.
O histórico criminal de Albino já resultou em três condenações somente neste ano. Em 11 de abril, ele recebeu pena de 37 anos, um mês e 15 dias de prisão pelo assassinato do jovem barbeiro Emerson Wagner da Silva, morto aos 17 anos. Pouco tempo depois, em 6 de junho, foi sentenciado a mais 24 anos e seis meses de reclusão pelo homicídio de Louise Gbyson Vieira de Melo, mulher trans morta de forma brutal. Já no dia 31 de julho, o réu voltou a ser condenado, desta vez pela morte de Ana Clara dos Santos, de apenas 13 anos, assassinada em 3 de agosto de 2024. A pena foi novamente de 24 anos e seis meses de prisão.
