Justiça

PM que atirou contra motociclista em Cruz das Almas é afastado

Decisão também suspende o porte ou posse de arma do policial e o proíbe de exercer a atividade de segurança privada

PM que atirou contra motociclista em Cruz das Almas é afastado — © Reprodução
PM que atirou contra motociclista em Cruz das Almas é afastado — © Reprodução

Maceió — Foi afastado do exercício da função o policial militar Clevison de Almeida Teixeira, acusado de matar o padeiro Marcos Firmino dos Santos, de 30 anos, no bairro Cruz das Almas, no dia 22 de setembro. A decisão foi proferida nessa terça-feira (1°), pelo juiz Sóstenes Alex Costa de Andrade, titular da 7ª Vara Criminal de Maceió.

Conforme a decisão, o militar também teve o porte ou posse de arma suspenso, está proibido de exercer a atividade de segurança privada e terá que comparecer mensalmente em juízo para informar suas atividades, além de está proibido de se ausentar da Comarca de Maceió. O Ministério Público (MP) não pediu a prisão preventiva do policial.

“Não é preciso um compulsar mais abalizado dos autos para perceber que o representado não é indivíduo contumaz na prática criminosa, não havendo elementos processuais que façam presumir que, uma vez solto, tornará a encontrar novos estímulos para delinquência”, destacou o juiz ao fundamentar a desnecessidade da prisão.

Por outro lado, ao justificar o afastamento de Clevison de Almeida da PM e as outras medidas cautelares, o magistrado ressaltou o aparente despreparo do policial, “diante da ação exacerbada que ceifou a vida de um trabalhador e colocou em risco a vida de diversas outras pessoas em uma movimentada avenida de Maceió, valendo-se de arma de fogo da corporação durante serviço particular que lhe é vetado”.

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Na última sexta-feira (27), a delegada Tacyane Ribeiro, que preside o inquérito que apura a morte do padeiro, ingressou com uma medida cautelar junto à Justiça pedindo o afastamento do cabo da Polícia Militar, de suas funções.

“Estando armados ou não, isso não muda muita coisa. Inclusive, a vítima também poderia ter sido atingida pelos disparos. O militar será indiciado por homicídio por dolo eventual. Volto a dizer, a atitude do policial foi irresponsável e em nenhum momento ele se identificou como policial”, ressalta a delegada.

Matéria referente ao processo nº 0726292-83.2019.8.02.0001

*com Dicon/TJ-AL