Justiça

Dois homens são denunciados por maus-tratos e morte de animais em clínica clandestina em AL

Investigação revelou ambiente sem estrutura sanitária, privação de água e analgesia; réus atuavam de forma irregular e clandestina em Maceió.

Um gato laranja com olhos verdes está sentado atrás de uma grade de arame escuro em formato de losangos. O animal tem pequenas marcas na testa e olha para baixo com uma expressão triste. O fundo está desfocado, sugerindo um ambiente interno precário.
Investigação criminal: MPAL denuncia dupla por operar clínicas clandestinas e causar mortes de animais em Maceió. (Foto: Ilustração)

MACEIÓ (AL) — O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) ofereceu denúncias criminais contra dois homens acusados de submeter animais a sofrimento extremo e negligência deliberada, em Maceió.

As ações, movidas pelas Promotorias de Justiça Criminais da Capital, detalham um cenário de horrores praticado sob o pretexto de atendimento veterinário em ambientes clandestinos.

Sofrimento e negligência

De acordo com o MPAL, os animais eram submetidos a procedimentos sem condições mínimas de higiene ou estrutura.

As denúncias apontam que os pets eram privados de cuidados básicos (como água e alimentação), medicação adequada, analgesia (controle da dor) e suporte pós-operatório mínimo.

Em um dos episódios relatados, as agressões e a falta de cuidado resultaram em deficiência permanente em um animal.  Em outro caso ainda mais grave, um animal não resistiu após dias de sofrimento e morreu.

A investigação concluiu que não se tratou de erro técnico, mas de um modo de agir reiterado para exploração financeira.

Clínica clandestina e fraude

As investigações apontaram que os fatos ocorriam em locais sem autorização dos órgãos competentes e sem registros profissionais regulares dos envolvidos.

Além do crime contra os animais, o MPAL destacou riscos à saúde pública e possíveis práticas de estelionato e fraude contra os tutores (consumidores).

Medidas rígidas e sigilo

Devido ao segredo de Justiça, as identidades dos denunciados não foram reveladas.

No entanto, o Ministério Público requereu medidas cautelares severas, incluindo busca e apreensão de equipamentos e documentos, acesso a dados digitais dos acusados e retirada imediata de animais que ainda estivessem em situação de risco.

O MPAL reforçou que maus-tratos a animais é um crime ambiental grave e que buscará a punição firme dos responsáveis para cessar a continuidade da crueldade em Alagoas.


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