Justiça

Justiça avalia quebra de sigilo telefônico em inquérito sobre vídeos que atacam Areski Freitas

Juiz determina envio de inquérito ao Ministério Público após pedido da Polícia Civil para quebra de sigilo de linha da Claro usada em supostos crimes contra ex-prefeito

Atualizado 6 meses atrás
Areski Freitas - @BR104
Areski Freitas - @BR104

Uma decisão judicial recente lançou nova luz sobre o caso dos vídeos anônimos que vêm sendo amplamente compartilhados em grupos de WhatsApp em União dos Palmares, com ataques direcionados ao ex-prefeito Areski Freitas e seus familiares.

O juiz Lisandro Suassuna de Oliveira, da 3ª Vara Criminal da comarca, determinou o encaminhamento do inquérito ao Ministério Público Estadual (MPAL) para manifestação sobre o pedido de quebra de sigilo telefônico da linha apontada como fonte das ofensas.

A representação partiu da própria Polícia Civil, que conduz investigação pelos crimes de injúria, difamação e falsidade ideológica. De acordo com o despacho judicial, a linha investigada está registrada em nome de uma pessoa que nega ter feito a ativação, o que levanta suspeitas de uso de dados falsos para ocultar a identidade real do autor.

A operadora Claro S/A, por sua vez, forneceu informações cadastrais contraditórias e recusou-se a entregar o detalhamento das comunicações sem autorização judicial. Diante disso, a autoridade policial solicitou a medida judicial com o objetivo de identificar quem de fato está por trás da linha utilizada para a produção e disseminação dos conteúdos ofensivos.

“Considerando a necessidade de análise da pertinência e legalidade da medida […] determino a remessa dos autos ao Ministério Público para manifestação”, diz o juiz no despacho, ressaltando ainda que o processo tramita sob segredo de justiça.

O caso ganhou repercussão em julho, quando uma série de vídeos com conteúdo crítico, linguagem emocional e foco no histórico político da família Freitas começou a circular em grupos de WhatsApp da cidade. Sem assinatura ou marca de produção, os vídeos adotam tom agressivo, com narrativas que lembram estratégias de marketing negativo típicas de períodos eleitorais.

As peças audiovisuais incluem imagens de campanhas passadas, narração com insinuações de corrupção e nepotismo, além de ataques diretos a familiares do ex-prefeito. O conteúdo cita decisões administrativas da antiga gestão e insinua que a família ainda exerce influência política nos bastidores.

Aliados de Areski Freitas classificam os vídeos como parte de uma “campanha orquestrada” com interesses eleitorais. “É nítido que se trata de uma tentativa de desconstrução da imagem de quem já liderou a cidade. Isso não é simples opinião; são ataques coordenados”, afirmou um interlocutor próximo ao ex-prefeito.