Justiça

Genro é condenado a 31 anos de prisão por assassinar sogra e esconder corpo em geladeira

O julgamento aconteceu nesta segunda-feira (20), no Fórum do Barro Duro, em Maceió.

Juiz assina sentença durante julgamento em tribunal | @ Foto: Jusbrasil
Juiz assina sentença durante julgamento em tribunal (Foto: Jusbrasil)

Leandro dos Santos Araújo, de 23 anos, foi condenado a 31 anos, cinco meses e cinco dias de prisão em regime fechado pelo assassinato brutal de sua sogra, Flávia dos Santos Carneiros, ocorrido em março de 2024, em Maceió. O julgamento aconteceu nesta segunda-feira (20), no Fórum do Barro Duro, e foi conduzido por um júri popular, que considerou o réu culpado pelos crimes de  feminicídio, ocultação de cadáver e corrupção de menores.

De acordo com as investigações, Leandro desferiu 20 facadas contra Flávia dentro da casa onde morava com ela, o cunhado e a filha da vítima, uma adolescente de 13 anos com quem mantinha um relacionamento amoroso. Após o crime, o corpo da mulher foi escondido dentro de uma geladeira e levado para uma área de mata em Cruz das Almas, bairro litorâneo da capital alagoana. O corpo foi encontrado no dia 5 de março, quando um transportador contratado para realizar a mudança do casal percebeu algo suspeito.

Segundo o relato do trabalhador à polícia, a geladeira estava lacrada com fita adesiva, o que chamou sua atenção. Ao abrir o eletrodoméstico, ele se deparou com o corpo da vítima e imediatamente acionou as autoridades. A descoberta revelou um crime de extrema crueldade e motivado por desentendimentos familiares.

Durante as investigações, foi apurado que o crime ocorreu porque Flávia não aprovava o relacionamento da filha com Leandro, devido à diferença de idade e ao comportamento do rapaz. Mesmo assim, o casal planejava morar junto no bairro Benedito Bentes, tendo inclusive iniciado o transporte de móveis para a nova residência.

O pai de Leandro, Ademir da Silva Araújo, também foi levado a julgamento sob a acusação de ocultação de cadáver, por ter ajudado o filho a remover o corpo da vítima. No entanto, o júri entendeu que sua ação foi motivada pelo instinto paterno de proteger o filho, e Ademir acabou absolvido.

Durante o julgamento, Leandro voltou a confessar o crime, dizendo que agiu “por impulso”. Em seu depoimento, afirmou que teria reagido a um suposto ataque da vítima: “Eu ouvi o barulho do faqueiro e só deu tempo de me defender. Quem me conhece sabe do meu coração. Foi no impulso, de cabeça quente. Eu me arrependo muito. Eu sou uma boa pessoa. Eu errei e assumo o meu erro.”

Leandro declarou ainda que pagava o aluguel da casa onde o crime aconteceu e convivia com a sogra e a namorada adolescente. Segundo o depoimento da própria filha de Flávia, prestado ainda em 2024, após as agressões fatais, o casal teria limpado a cena do crime e, em seguida, ido descansar na casa nova, como se nada tivesse acontecido. A adolescente foi ouvida pelas autoridades e encaminhada ao Conselho Tutelar.

Leandro dos Santos Araújo permanece preso preventivamente desde março de 2024. Com a sentença proferida nesta segunda-feira, ele deverá cumprir a pena em regime fechado.