O Tribunal do Júri da Capital começou, nesta quinta-feira (11), o julgamento de um policial civil acusado de envolvimento em um crime de grande repercussão ocorrido em agosto de 2022, no bairro da Ponta Verde, em Maceió. Ele responde por homicídio qualificado e quatro tentativas de homicídio, após um episódio violento registrado em um posto de combustíveis da região.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), a confusão teve início nas primeiras horas da manhã do dia 21 de agosto daquele ano. Por volta das 5h30, dentro da loja de conveniência do posto, uma discussão entre o policial e um grupo de jovens terminou de forma trágica. Armado, o acusado disparou contra os rapazes, atingindo um deles de maneira fatal.
A vítima identificada como James Charlysson Ferreira de Souza chegou a ser socorrida e internada em uma unidade hospitalar de Maceió, mas não resistiu. Após semanas de tratamento, faleceu em 6 de outubro de 2022. O laudo médico concluiu que ele sofreu septicemia em decorrência de lesão intestinal provocada pelo disparo.
Além de James, outros quatro jovens foram alvos dos tiros. Todos escaparam com vida, mas, segundo a investigação, também estiveram em situação de risco iminente de morte. Para o Ministério Público, o policial agiu por motivo fútil e utilizou recurso que impediu as vítimas de se defenderem.
A acusação está sob responsabilidade do promotor de Justiça Thiago Riff Narciso, que reforçou a gravidade do caso. No processo, ele incluiu a oitiva de testemunhas, bem como a anexação de laudos balísticos e documentos médicos relacionados à vítima fatal. O procedimento tramita no Judiciário alagoano sob o número 8003545-05.2023.8.02.0001.
Se condenado, o policial poderá cumprir pena em regime fechado. O júri deve avaliar não apenas a materialidade do crime, mas também as circunstâncias que levaram ao disparo, o comportamento do acusado e o impacto causado às vítimas e familiares.
