Economia

Estatais brasileiras voltam ao vermelho com rombo de quase R$ 6 bilhões no governo Lula

Esse é o primeiro déficit previsto para as estatais em oito anos.

Publicado: | Atualizado em 17/11/2023 15:44


Estatais Federais | © Jornal Nacional
Estatais Federais | © Jornal Nacional

Uma reportagem vinculada ao Jornal Nacional da TV Globo mostrou que as empresas estatais brasileiras devem fechar 2023 com um déficit de quase R$ 6 bilhões, o que pode levar o Tesouro Nacional a aportar recursos para cobrir o rombo.

Esse é o primeiro déficit previsto para as estatais em oito anos. Nos últimos cinco anos, elas registraram superávits, com exceção de 2020, quando fecharam com déficit de R$ 600 milhões, devido a pandemia da Covid-19.

A previsão de déficit foi feita pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento do governo Lula. A meta original, aprovada no orçamento de 2023, era de que as estatais tivessem um superávit de R$ 3 bilhões.

No cenário econômico atual, algumas estatais brasileiras enfrentam desafios financeiros significativos, projetando resultados negativos para o próximo período. Entre essas instituições, destacam-se:

  • Dataprev: A previsão indica um déficit de quase R$ 200 milhões, refletindo as complexidades e desafios operacionais enfrentados pela empresa.
  • Indústrias Nucleares do Brasil (INB): Com um déficit projetado de aproximadamente R$ 300 milhões, a INB enfrenta pressões financeiras, possivelmente associadas a demandas específicas do setor nuclear.
  • Emgepron: A empresa de projetos navais enfrenta um desafio mais significativo, com um déficit projetado de mais de R$ 3 bilhões.
  • Correios: Uma projeção de déficit de quase R$ 600 milhões coloca os Correios entre as estatais que enfrentam desafios financeiros, possivelmente influenciados por mudanças no cenário logístico e no mercado de comunicações.

Esses resultados negativos indicam a necessidade de uma análise cuidadosa e medidas estratégicas para reverter ou mitigar os desafios financeiros enfrentados por essas estatais.

O governo justifica a revisão da meta fiscal destacando o papel crucial da privatização da Eletrobras nesse ajuste. Conforme apontado pelo Ministério da Gestão, desde 2010, as estatais de energia estavam excluídas das estatísticas fiscais.

No entanto, com a privatização da Eletrobras, a Eletronuclear, anteriormente parte da holding da Eletrobras, permaneceu como uma empresa estatal. Neste ano, ela foi incorporada às estatísticas fiscais, impactando as projeções fiscais.

O déficit da Eletronuclear atingiu a marca de R$ 709 milhões até julho deste ano, e a previsão é encerrar o ano com um déficit que ultrapassa os R$ 2 bilhões.


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