Quase 30 mil servidores públicos no Estado de Alagoas terão de devolver o valor do auxílio emergencial, recebidos de forma ilegal através de uma falha no sistema de cadastro do benefício, criado para ajudar cerca de 40 milhões de brasileiros que de alguma forma foram impactados pela pandemia do novo coronavírus.
Segundo o Ministério Público de Contas de Alagoas (MPC-AL), o prejuízo pode ultrapassar os R$ 53 milhões. Quem recebeu auxílio precisa devolver o valor de forma imediata.
O MPC-AL e a CGU-AL enviaram notificações para todas as prefeituras do Estado, solicitando cópias das folhas de pagamento dos servidores, para que fosse feito um cruzamento com os dados dos pagamentos do Auxílio Emergencial.
Segundo nota publicada pelo MPC-AL, os municípios de Branquinha, Delmiro Gouveia, Jacuípe, Murici, Olho D’Água do Casado, Pariconha, Passo do Camaragibe, Penedo e União dos Palmares, não atenderam a solicitação, e por tanto, até o momento não enviaram suas respectivas folhas de pagamento para serem cruzadas com os dados do auxílio emergencial.
No caso de União dos Palmares, há cerca de trinta dias o BR104 entrou em contato com a PGM (Procuradoria Geral do Município) a respeito do assunto. Fomos informados através do Dr. Alan Belarmino, Procurador Geral, de que o documento solicitado pelo Ministério Público de Contas já havia sido enviado.
Apesar disso, o MPC-AL insiste que até o momento a prefeitura não enviou a folha de pagamento, para que seja possível revelar quais servidores da prefeitura de União dos Palmares receberam o auxílio emergencial.
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