Policial

PF mira assessora ligada a Arthur Lira em operação contra desvio de emendas em Brasília

"Operação Transparência" cumpriu mandados expedidos pelo STF nesta sexta-feira (12); alvo é Mariângela Fialek, ex-assessora do deputado hoje lotada na Liderança do PP

Atualizado 2 meses atrás
Montagem com uma assessora parlamentar sorridente e um deputado federal em sessão na Câmara
Montagem mostra, à esquerda, uma assessora parlamentar posando sorridente em ambiente de escritório e, à direita, um deputado federal sentado no plenário da Câmara dos Deputados. Imagem de reprodução.

BRASÍLIA / MACEIÓ — Enquanto aparece entre os líderes nas pesquisas de intenção de voto para o Senado em 2026, o deputado federal alagoano Arthur Lira (PP) enfrenta um novo foco de pressão política em Brasília. Na manhã desta sexta-feira (12), a Polícia Federal deflagrou a Operação Transparência, que teve como um dos alvos uma assessora ligada ao grupo político do parlamentar.

De acordo com a PF, a operação tem por objetivo apurar irregularidades na destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. Ao todo, agentes federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços de Brasília, expedidos diretamente pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quem é o alvo

Segundo apuração de veículos como CNN Brasil e Metrópoles, a operação mirou endereços ligados a Mariângela Fialek. Ela é apontada como ex-assessora de Arthur Lira no período em que o deputado presidiu a Câmara dos Deputados e, atualmente, estaria lotada na Liderança do Partido Progressista (PP) na Casa, mantendo vínculo com o grupo político do alagoano.

Em reportagens anteriores, Fialek já foi descrita por colunistas como uma das figuras centrais na engrenagem técnica de indicação e acompanhamento de emendas parlamentares associadas ao entorno de Lira. Na nota desta sexta, porém, a Polícia Federal não cita nomes nem detalha o papel individual de cada investigado.

O que a PF investiga

A Operação Transparência apura um possível esquema criminoso voltado para o desvio de recursos públicos vinculados a emendas parlamentares. A PF informou que investiga, em tese, a prática de quatro crimes:

  • Peculato (desvio de dinheiro público);
  • Corrupção;
  • Falsidade ideológica;
  • Uso de documento falso.

Até o momento, a corporação não divulgou quais contratos, convênios, municípios ou entidades seriam beneficiários das verbas sob suspeita, nem o valor total dos recursos investigados. Também não há informação oficial sobre apreensão de dinheiro ou bens de alto valor nesta primeira fase da operação.

O fator Flávio Dino e o STF

A autorização para o cumprimento dos mandados partiu do ministro Flávio Dino, relator no STF de ações que discutem a transparência e a constitucionalidade de modelos de execução de emendas parlamentares, como as chamadas “emendas pix” e o antigo “orçamento secreto”.

Por tramitar no Supremo, o inquérito corre sob sigilo. A participação do tribunal indica que, ao menos em tese, a investigação pode envolver autoridades com foro por prerrogativa de função. Até agora, porém, não há confirmação oficial de que o próprio Arthur Lira seja investigado diretamente neste caso específico.

O que dizem os citados

Até o fechamento deste texto, a defesa de Mariângela Fialek não havia se manifestado publicamente sobre a operação.

Resumo da operação

  • Nome: Operação Transparência
  • Órgão responsável: Polícia Federal
  • Data: sexta-feira, 12 de dezembro
  • Local de cumprimento dos mandados: Brasília (DF)
  • Autorização judicial: ministro Flávio Dino, do STF
  • Alvo citado pela imprensa: Mariângela Fialek, ex-assessora de Arthur Lira e atual integrante da Liderança do PP na Câmara
  • Foco da apuração: suposto desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares
  • Crimes investigados: peculato, corrupção, falsidade ideológica e uso de documento falso

Erros? Sugestões? Fale com a redação: contato@br104.com.br.