Justiça

Ex-goleiro do CRB é condenado a mais de 24 anos de prisão por estupro de duas crianças

Os crimes aconteceram enquanto ele administrava uma escolinha de futebol em Recife.

Atualizado 5 meses atrás
Flávio Barros Bruno da Silva, ex-goleiro do CRB | @ Reprodução
Flávio Barros Bruno da Silva, ex-goleiro do CRB | @ Reprodução

A Justiça de Pernambuco condenou o ex-goleiro Flávio Barros Bruno da Silva a cumprir 24 anos, 8 meses e 21 dias de prisão em regime fechado por estuprar uma criança de 9 anos e uma adolescente de 13. Os crimes aconteceram enquanto ele administrava uma escolinha de futebol em Recife. O ex-jogador, que atuou pelo CRB em 1992 e fez parte do elenco campeão brasileiro do Sport em 1987, ainda respondia a uma terceira denúncia, da qual acabou absolvido.

As primeiras acusações surgiram no ano passado. Segundo relatos de familiares, o caso mais grave envolveu uma menina de 9 anos que acompanhava o irmão nos treinos da “CT do Flávio”, a escolinha de futebol mantida pelo ex-atleta.

De acordo com a mãe, a criança começou a receber presentes do treinador, como bichos de pelúcia, guardados em um depósito da unidade. Em uma das visitas, ao buscar um desses objetos, a menina voltou visivelmente abalada. No dia seguinte, revelou que o homem esfregou o pênis nela e tocou em suas partes íntimas.

O episódio foi denunciado à polícia e desencadeou novas investigações, que revelaram outro caso envolvendo uma adolescente de 13 anos, aluna da escolinha. De acordo com o processo, a jovem foi abusada sexualmente em três ocasiões distintas.

Em uma delas, Flávio Barros teria trancado a menina em uma sala, impedindo sua saída. Na ocasião, ele tentou tocar nas partes íntimas dela enquanto exibia a própria genitália. A família procurou a Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), que abriu inquérito e reuniu provas para o processo judicial.

Na sentença, a Justiça determinou que Flávio Barros cumpra 10 anos e 4 meses de prisão pelo crime contra a criança de 9 anos, além de 14 anos, 4 meses e 21 dias pelo crime contra a adolescente. Somadas, as penas ultrapassam duas décadas de reclusão.

Apesar da condenação, a defesa do ex-goleiro declarou que irá recorrer da decisão e mantém a alegação de inocência do acusado.