Em meio ao cenário da pandemia, em que a higiene é essencial para evitar a propagação do novo coronavírus, os moradores de União dos Palmares, na Zona da Mata de Alagoas, denunciam a falta de água no bairro Mutirão, desde a última sexta-feira (05/02).
Segundo Rose, que mora na rua Santo Amaro, o problema não é raro de acontecer. “É assim sempre. Sempre foi assim. Desde que moro nessa casa que falta [água] semanas, as vezes oito dias sem água. Vai fazer quatro anos que estou aqui, e nunca vi água uma semana inteira”.
Para conseguir tomar banho e lavar roupas, a dona de casa recorre a ajuda do esposo, que busca água em outra localidade. “Eu só tenho dois baldes, que estão secos, para passar cinco dias. Minha sorte é que meu marido vai buscar água”, disse.
Ainda segundo os moradores, o valor do abastecimento continua sendo cobrado, com faturas sendo enviadas às residências sem alteração no custo. “Se a gente tiver dois boletos de água, com certeza no próximo eles emitem um aviso de corte”, ressaltou Rose.
Em uma reportagem publicada no último dia 20 de janeiro, o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) Célio Pereira, disse que a Estação de Tratamento de Água (ETA) está saturada há mais de 30 anos e já não supre mais a demanda da população.
Ele explicou que, com o consumo elevado do produto em determinados horários, os bairros que ficam na parte alta da cidade são impactados pela diminuição da pressão. “[…] Na medida em que o consumo aumenta, pontos mais altos tende a perder pressão”, ressaltou.
Além disso, a autarquia reajustou em 12% na conta de água, mesmo em meio à pandemia da Covid-19, alegando aumento no preço dos insumos e pelos dois anos em que a autarquia ficou sem reajuste. A mudança foi oficializada por meio do decreto nº 014/2021, de 5 de janeiro de 2021.
Confira a reportagem:

Rose mora há quatro anos no Mutirão e denuncia que desde então sofre com falta de água — © Reprodução
