Três dias após o adolescente João Vitor, de 14 anos, ter sido levado pelas águas do riacho Cana Brava em União dos Palmares, a família do garoto começa a questionar as versões que foram contadas sobre a tragédia.
O caso aconteceu por volta das 7h30 da manhã de domingo (14). A primeira versão dizia que João Vitor tentou atravessar o rio – que estava muito cheio devido as fortes chuvas que caiam na região – montado em um cavalo. As correntezas então, teriam levado o garoto e o animal.
Como dito pelo BR104, esta mesma versão foi dita ao Corpo de Bombeiros, quando, por volta das 11h20 da manhã, alguém ligou para o GBM solicitando uma guarnição, informando que o garoto teria se afogado no rio.
Uma outra versão contada ao BR104 pelo tio dos garotos que testemunharam João Vitor ser levado pelas águas do Cana Brava, retira de cena o cavalo. Nessa nova narrativa, João Vitor teria ido urinar às margens do rio, e escorregou, caindo na água. Ele ainda teria gritado pedindo socorro, mas os outros adolescentes nada puderam fazer.
Dona Bernadete, avó de João Vitor, questionou essas versões durante entrevista à nossa reportagem. Ela disse por diversas vezes que a família quer saber a verdade sobre o que teria realmente acontecido com o garoto.
– Uns dizem que o menino escorregou, outros dizem que o menino foi fazer xixi e caiu, outros dizem que foi atravessar com o cavalo. A gente quer saber da verdade, a verdade.. só isso. Que apareça a verdade, – disse dona Bernadete.
Emocionada, ela chega a falar da possibilidade de alguém ter empurrado o menino na água, e questiona se alguém mandou ele lavar o cavalo no rio, mesmo não sabendo nadar.
– Contem a verdade! Se empurraram ele, ou mandaram ele lavar esse cavalo, que o menino sem saber nadar, ele pegar cavalo e atravessar o rio sem saber nadar com o rio cheio… A gente só quer saber a verdade, – disse a avó bastante indignada.
– A gente só quer saber da realidade, se fizeram alguma coisa, ninguém vai fazer nada não, entrega na mão de Deus que não tem justiça melhor do que Deus – desabafou a vó de João Vitor.
Assista:
Terceiro dia de buscas
Os militares voltaram ao local aonde o adolescente foi visto pela última vez, na manhã do domingo, no riacho Cana Brava, e a partir de lá, eles seguiram até o rio Mundaú, aonde o Cana Brava deságua.
Já no Mundaú, os mergulhadores seguiram até a antiga Usina Laginha, sempre pela água e pela margem do rio, com o auxílio de uma equipe do canil do CBM.
Na parte da tarde, os militares seguiram até a ponte sobre o rio Mundaú, no município de Branquinha. Uma aeronave foi utilizada nas buscas, no entanto, o corpo do garoto novamente não foi encontrado.
+ Caso João Vitor: Veja como foi o 3º dia de buscas pelo corpo do garoto
Novas buscas por João Vitor
Os mergulhadores do Corpo de Bombeiros devem retomar as buscas pelo corpo de João Vitor, nessa quarta-feira (17). As águas do Mundaú estão baixando devido a trégua das chuvas que caiam sobre a região.
Isso pode facilitar nas buscas, que devem recomeçar no início da manhã.
