UNIÃO DOS PALMARES (AL) — O conselheiro tutelar Alexander Campos manifestou-se contrariamente à implementação do voto único (uninominal) para a escolha dos membros do Conselho Tutelar.
Em entrevista à Rádio Quilombo na manhã desta quarta-feira (11/02/2026), ele defendeu a autonomia municipal para manter o formato atual de votação.
Alexander argumenta que o modelo de voto único “usurpa” o direito do cidadão de escolher os cinco representantes do colegiado.
Segundo o conselheiro, as resoluções do Conanda são recomendações e não possuem força de lei federal superior ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Para o conselheiro, a mudança para o voto em apenas um nome politiza o processo de escolha, transformando-o em uma “mini campanha política” dependente de favores e apadrinhamentos.
Ele afirma que o formato atual garante maior democracia e pluralidade na composição do órgão em União dos Palmares.
Qual a polêmica envolvendo a conselheira Jessica Batista?
No encerramento da entrevista, Alexander Campos direcionou duras críticas à conselheira Jessica Batista.
Recentemente, Jessica defendeu publicamente o voto único, alegando que o modelo evita a formação de chapas e amplia a renovação democrática.
Alexander relatou que Jessica teria mudado de posicionamento repentinamente. Ele utilizou uma referência bíblica para classificar a atitude da colega, citando a passagem de Mateus 26 sobre a traição de Judas Iscariotes.
- A crítica: Alexander afirmou que os conselheiros Alisson, Anderson, Melqui e Helder também são contra a mudança.
- A comparação: “Nós entendemos como aquela passagem bíblica em Mateus 26. (…) Jesus uma vez disse: ‘Um de vós irá me trair'”, disparou Alexander.
- O alvo político: Campos também criticou o vereador Givanildo Vicente (Thor), autor da proposta na Câmara Municipal, questionando a falta de uma Comissão da Criança e do Adolescente na Casa.
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O impacto da proposta na Câmara de Vereadores
O debate sobre a alteração da lei municipal segue intenso no Legislativo Palmarino em 2026.
A proposta do vereador Thor visa adequar o município às orientações nacionais, mas enfrenta resistência de parte do atual colegiado de conselheiros, que temem o aumento da influência partidária direta no órgão.
O BR104 acompanha o desdobramento da votação na Câmara e permanece com espaço aberto para que a conselheira Jessica Batista e o vereador citado possam apresentar novos contrapontos.
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