A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) voltou a chamar a atenção da população para os riscos da meningite e a importância de ações preventivas. Em 2024, sete casos da doença já foram confirmados no estado, sendo quatro em Maceió e os demais em Campo Alegre, Flexeiras e Arapiraca. Dois desses casos resultaram em morte – uma na capital e outra no município de Campo Alegre.
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ter origem bacteriana, viral, fúngica, parasitária ou mesmo não infecciosa. Apesar da gravidade, é uma doença com formas de prevenção bem estabelecidas, principalmente por meio da vacinação e da adoção de medidas simples de higiene.
A coordenadora do Programa Estadual de Controle da Meningite, Cindy Romão, reforça a eficácia das vacinas disponíveis. “Além de proteger as pessoas de contrair as formas de meningite, elas evitam internações desnecessárias e óbitos”, afirma a especialista, que atua na Gerência de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis da Sesau.
Entre os imunizantes que protegem contra a doença estão:
- BCG, indicada para prevenir a meningite tuberculosa;
- Pentavalente, que protege contra a bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib);
- Pneumocócica 10-Valente, voltada à prevenção da meningite pneumocócica;
- Meningocócica C Conjugada, eficaz contra a Neisseria meningitidis do sorogrupo C;
- Meningocócica ACWY Conjugada, que cobre os sorogrupos A, C, W e Y do mesmo agente.
A atualização do Cartão de Vacinação é essencial para garantir a imunização adequada, principalmente de crianças e adolescentes, que estão entre os grupos mais vulneráveis à doença.
Mas a prevenção vai além das vacinas. A coordenadora também chama atenção para medidas básicas de higiene pessoal que podem reduzir significativamente o risco de transmissão. “Essas ações podem ajudar a prevenir a disseminação da meningite. Manter os ambientes sempre ventilados e evitar aglomerações de pessoas também são atitudes úteis para evitar a disseminação da doença, que é altamente contagiosa”, explica.
Entre as práticas recomendadas estão lavar as mãos com frequência, especialmente após tossir, espirrar ou ir ao banheiro, e evitar compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, copos, garrafas e toalhas.
Outro ponto fundamental é reconhecer rapidamente os sinais da meningite. “O diagnóstico precoce é essencial para evitar o agravamento do quadro do paciente e, por isso, ao perceber os sintomas, é necessário procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação”, alerta Cindy Romão. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dor de cabeça forte, rigidez na nuca, náuseas e vômitos.
O boletim mais recente da Sesau, com dados até a 23ª Semana Epidemiológica (de janeiro até a primeira quinzena de junho), detalha que, dos sete casos confirmados em Alagoas, quatro foram do tipo B, um do tipo W e dois com sorogrupo não identificado.
Diante do cenário, a Sesau reafirma a importância da vacinação como principal forma de prevenção, aliada a cuidados de higiene e à atenção imediata aos sinais da doença.
