Saúde

Casos de HIV/Aids aumentam 414% em 10 anos em Alagoas

Entre os diagnósticos de HIV em Alagoas, aproximadamente 64,00% foram em homens e cerca de 36,00% em mulheres.

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Imagem mostra um teste de HIV Positivo - @Reprodução
Imagem mostra um teste de HIV Positivo - @Reprodução

O número de diagnósticos de infecção pelo HIV em Alagoas tem se agravado nos últimos dez anos, com um aumento de mais de 400%, além de uma persistente incidência de óbitos relacionados à doença. Os dados de 2013 a 2023 mostram um salto de 152 para 782 casos anuais, indicando não apenas um aumento na transmissão, mas também, dificuldades no combate à epidemia no estado.

Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo portal BR104, com base em informações obtidas junto à Secretaria de Saúde do Estado de Alagoas-SESAU, Secretaria Executiva de Vigilância em Saúde – SEVISA, Gerência de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis – GVCDT, e Área Técnica Estadual de IST/AIDS e Hepatites Virais.

Diagnósticos de HIV em Alagoas

Os dados, que refletem um período de 2013 a 2023, indicam um aumento de 414,47% no número de casos de HIV. A distribuição por gênero mostra os casos entre homens aumentando de 83 em 2013 para 528 em 2023, e casos entre mulheres subindo de 69 para 254 no mesmo período.

Análise detalhada anual e por sexo dos casos de HIV em Alagoas

Os dados sobre os casos de HIV em Alagoas, quando analisados ano a ano e por sexo, revelam tendências importantes e preocupantes. Em 2013, o número de casos diagnosticados era de 83 em homens e 69 em mulheres, totalizando 152 casos. Esta proporção se alterou significativamente nos anos seguintes, mostrando um aumento mais acentuado nos diagnósticos entre homens.

Por exemplo, em 2015, os casos diagnosticados em homens já haviam mais que triplicado em relação a 2013, chegando a 273, enquanto as mulheres apresentavam 211 casos. Essa tendência de crescimento continuou, com 2016 registrando 393 casos em homens e 227 em mulheres, e 2017 vendo um salto ainda maior para 468 em homens e 279 em mulheres.

Em 2018, os casos em homens atingiram 515, enquanto as mulheres registraram 282 casos. Importante observar que, apesar de uma leve diminuição em 2019 para 507 casos em homens e 262 em mulheres, os números voltaram a subir nos anos seguintes. Em 2020, houve uma redução significativa, possivelmente devido às limitações de testagem e diagnóstico impostas pela pandemia de COVID-19, com 323 casos em homens e 168 em mulheres. No entanto, este número voltou a crescer em 2021, com 436 diagnósticos em homens e 222 em mulheres, e continuou aumentando em 2022 e 2023.

Especificamente, em 2023, os números atingiram um pico de 528 casos em homens e 254 em mulheres. Essa evolução anual e a disparidade entre os sexos indicam áreas críticas que precisam de atenção nas estratégias de prevenção e tratamento do HIV.

Óbitos Relacionados ao HIV

Em termos de óbitos, os números mostram uma tendência variável ao longo dos anos. Em 2013, foram registrados 146 óbitos, enquanto que em 2023, esse número foi de 161. Os óbitos masculinos têm sido consistentemente maiores que os femininos, com 110 óbitos masculinos e 51 femininos em 2023.

Detalhamento dos Óbitos por HIV em Alagoas

Os dados sobre óbitos relacionados ao HIV em Alagoas também mostram uma série de tendências importantes ao longo dos anos. Iniciando em 2013, o estado registrou um total de 146 óbitos, com 97 homens e 47 mulheres afetados. Esta tendência de maior incidência entre os homens se manteve constante ao longo dos anos.

Em 2014 e 2015, houve um aumento gradual nos óbitos, registrando 157 (98 homens e 59 mulheres) e 167 (122 homens e 45 mulheres), respectivamente. Esses números indicam não apenas um aumento na prevalência da doença, mas também desafios no acesso a tratamentos eficazes ou na adesão a eles.

O ano de 2016 apresentou uma ligeira redução com 160 óbitos (104 homens e 56 mulheres), seguido por 2017 com 153 óbitos (103 homens e 50 mulheres). Essa diminuição pode refletir melhorias na qualidade do tratamento e na gestão da doença.

No entanto, em 2018, os óbitos caíram para 140 (93 homens e 47 mulheres), e em 2019, para 114 (70 homens e 44 mulheres), sugerindo uma possível eficácia das intervenções de saúde pública e maior conscientização sobre a doença.

Os anos seguintes, 2020 e 2021, mostraram um aumento novamente com 137 (92 homens e 45 mulheres) e 167 (118 homens e 49 mulheres) óbitos, respectivamente. Esse aumento poderia estar relacionado com as complicações trazidas pela pandemia de COVID-19, que afetou os sistemas de saúde e o acesso ao tratamento.

Em 2022, foram registrados 169 óbitos (119 homens e 49 mulheres, com 1 ignorado), e em 2023, houve uma leve redução para 161 óbitos (110 homens e 51 mulheres).

Nota: Os dados, que foram tabulados até 18/12/2023, foram obtidos pelo BR104 graças à lei de acesso à informação.


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