Em uma celebração que une cultura, história e diversidade, a Prefeitura de Santana do Mundaú, por meio da Secretaria de Educação e com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, promoveu nesta quarta-feira (19) o Concurso Garota Quilombola. Mais do que uma competição, o evento surgiu como um espaço de valorização das tradições afro-brasileiras, reafirmando o papel das comunidades quilombolas na preservação da memória, da identidade e da ancestralidade no município.
Onze meninas de diferentes comunidades quilombolas participaram do concurso, que trouxe ao público diversas apresentações culturais. Entre danças, roupas tradicionais e performances carregadas de significado, as participantes mostraram não apenas talento, mas também orgulho de suas raízes e de sua história. Ao final do evento, Raiane dos Santos, da Comunidade Quilombola Mariana, conquistou o primeiro lugar; Maria Gabriele Silva, da Comunidade Quilombola Jussarinha, ficou em segundo; e Ana Paula da Conceição, da Comunidade Quilombola Filús, garantiu a terceira colocação.
Segundo a secretária de Educação, Daniele Marcia, o Concurso Garota Quilombola é muito mais do que um desfile ou uma premiação.
“Um desfile que celebra histórias, inspira orgulho e reforça o valor da diversidade na nossa cidade. Foi um momento lindo de cultura e tradição que fortalece e mantém viva a memória quilombola. Parabéns a todas as participantes pela presença, potência e fundamento; e nosso agradecimento especial ao prefeito André Castro pelo apoio de sempre a esta e outras importantes iniciativas”, destacou.
O evento também evidencia o compromisso da Prefeitura com políticas públicas que incentivem a igualdade, a representatividade e o reconhecimento da população afro-brasileira. A iniciativa é uma oportunidade para as jovens quilombolas se expressarem, reforçarem sua identidade e ocuparem espaços de visibilidade na sociedade, fortalecendo vínculos culturais e comunitários.
Além de premiar talentos, o Concurso Garota Quilombola reforça a importância de manter viva a memória das comunidades tradicionais, promovendo a educação cultural e o respeito às diferenças. Cada apresentação, cada gesto e cada palavra das participantes contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva e consciente, em que a diversidade é celebrada e a história de cada quilombola é reconhecida e respeitada.
