O papa Leão XIV reabriu oficialmente, neste domingo (11), os apartamentos papais no Palácio Apostólico do Vaticano, encerrando um período de interdição que durava desde a morte do papa Francisco, em 21 de abril.
A reabertura marca um momento simbólico de transição, embora o novo pontífice ainda não tenha anunciado se pretende residir no tradicional espaço ocupado por seus predecessores.
O apartamento estava lacrado por selos oficiais, conforme prevê o protocolo do Vaticano após a morte de um papa. A cerimônia de abertura contou com a participação de altos membros da Cúria Romana, incluindo o camerlengo da Santa Igreja Romana, cardeal Kevin Joseph Farrell, e o secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin.
Após a retirada formal dos selos pelos sediários pontifícios, Leão XIV utilizou uma chave para destrancar pessoalmente as portas e visitar os aposentos, que incluem uma capela privada, um escritório e o quarto papal.
A decisão sobre onde o novo pontífice irá residir permanece em aberto. O papa Francisco, em gesto de simplicidade, optou por não ocupar o Palácio Apostólico e viveu na Casa Santa Marta, uma hospedaria usada por cardeais e visitantes do clero.
Mais cedo no domingo, Leão XIV celebrou sua primeira missa dominical como pontífice com fiéis reunidos na Praça de São Pedro. Após a cerimônia, ele também visitou a Capela Sistina, local emblemático da eleição papal.
Ex-cardeal Robert Francis Prevost, Leão XIV entrou para a história como o primeiro papa nascido nos Estados Unidos. Natural de Chicago e missionário no Peru por décadas, onde também se naturalizou, é reconhecido por seu perfil pastoral e sua atuação social entre comunidades carentes.
Ele foi eleito papa na última quinta-feira (8), após três rodadas de votação no segundo dia do conclave, sucedendo Francisco. Aos 69 anos, fala fluentemente cinco idiomas e é membro da Ordem de Santo Agostinho.
Durante sua homilia de estreia, Leão XIV manifestou preocupação com o que chamou de “declínio da fé” diante de uma sociedade centrada no poder, no prazer e no sucesso.
Alertou ainda sobre o risco de reduzir Jesus Cristo a uma figura simbólica ou meramente inspiradora, afirmando que a Igreja deve ser reconhecida “não pela grandiosidade de seus templos, mas pela santidade de seus membros”.
