A Igreja Católica tem um novo líder: o cardeal Robert Francis Prevost, de 69 anos, foi eleito nesta quinta-feira (8) como papa e escolheu o nome Leão XIV, em um dos momentos mais aguardados da sucessão papal após a morte de Francisco. O anúncio foi feito logo após a tradicional fumaça branca surgir da Capela Sistina, no segundo dia de conclave.
A decisão dos cardeais foi confirmada pelo “Habemus Papam” pronunciado pelo cardeal protodiácono Dominique Mamberti, seguido da primeira aparição pública do novo pontífice na sacada da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Fiéis e turistas que lotavam a praça celebraram com aplausos, orações e emoção o início de um novo pontificado.
O nome Leão XIV: peso histórico e mensagem
A escolha do nome Leão XIV marca um retorno simbólico a uma linhagem histórica. O último papa a usar esse nome foi Leão XIII, que governou de 1878 a 1903 e ficou conhecido por sua forte defesa da doutrina social da Igreja. Ao escolher esse nome, Prevost sinaliza um papado com raízes na tradição, mas atento às questões sociais e contemporâneas.
Segundo fontes do Vaticano, a escolha reflete o desejo de continuar promovendo justiça social, diálogo com o mundo moderno e reforçar a autoridade moral da Igreja, como fez Leão XIII em sua época.
Quem é Robert Francis Prevost?
Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, em 14 de setembro de 1955, Robert Prevost é o primeiro papa norte-americano da história. Membro da Ordem de Santo Agostinho, foi missionário no Peru, onde atuou por mais de uma década como bispo de Chiclayo, e é fluente em espanhol, italiano e inglês.
Em 2023, assumiu o comando do Dicastério para os Bispos, órgão responsável pela nomeação de bispos no mundo todo. Seu nome já circulava como um dos mais fortes no conclave pela combinação de experiência pastoral, perfil diplomático e fidelidade às diretrizes de Francisco.
O que esperar do pontificado de Leão XIV?
O Papa Leão XIV assume a liderança da Igreja Católica em um momento de grandes desafios: combate à perda de fiéis, enfrentamento aos escândalos de abuso sexual, aprofundamento das reformas internas e fortalecimento do diálogo com a sociedade global.
Com seu estilo discreto e conciliador, a expectativa é que o novo papa mantenha a linha pastoral iniciada por Francisco, mas com maior ênfase na organização institucional e presença internacional da Igreja.
