MACEIÓ (AL) — O aniversário do Menino Petrúcio, que completaria 99 anos nesta terça-feira (03/02/2026), mobiliza uma tradicional romaria de devotos ao Cemitério de São José, no bairro do Trapiche da Barra.
O túmulo do beato popular, identificado pelo número 372, tornou-se um dos pontos de peregrinação religiosa da capital alagoana durante todo o dia de hoje.
Quem foi o Menino Petrúcio?
Petrúcio Correia nasceu em 3 de fevereiro de 1927, em Maceió, e faleceu prematuramente aos 11 anos, no dia 12 de fevereiro de 1938.
De acordo com a tradição oral, o garoto morreu vítima de uma doença grave, o que na mística popular o elevou à categoria de “anjo” — uma alma pura com poder de intercessão direta.
A devoção ao “Anjo Petrúcio” começou pouco após o sepultamento, quando relatos de curas milagrosas passaram a ser atribuídos a ele.
Embora não seja canonizado pela Arquidiocese de Maceió, o beato é reconhecido pela fé do povo, que o visita rigorosamente na data de seu nascimento.

Túmulo do Menino Petrúcio recebe placas e objetos deixados por devotos em cemitério de Maceió. (Foto: Reprodução)
Como funciona a romaria no Cemitério de São José hoje?
Nesta terça-feira, o fluxo de pessoas no cemitério do Trapiche é intenso desde as primeiras horas da manhã. O ritual de agradecimento e pedido de graças envolve elementos específicos que caracterizam a fé alagoana:
- Oferendas de Brinquedos e Doces: O túmulo fica coberto de presentes infantis e guloseimas, entregues como pagamento de promessas por pais que alcançaram a cura de seus filhos.
- Ex-votos de Cera: Representações de partes do corpo são depositadas no santuário para simbolizar curas físicas confirmadas pelos devotos.
- Água Benta: Fiéis depositam garrafas de água sobre o túmulo, acreditando que o contato com o mármore confere propriedades curativas ao líquido.
- Pedidos Estudantis: É comum a presença de cadernos e canetas deixados por estudantes que pedem auxílio para aprovações em concursos e provas.
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