Raquel Dodge prorroga Operação Lava Jato por mais um ano

Nos bastidores, havia a especulação de que a força-tarefa poderia ser dissolvida


Publicado em: 13/08/19 às 8:15 por Johny Lucena | BR104 | Atualizado em 13/08/2019 às 8:15



Nos bastidores, havia a especulação de que a força-tarefa poderia ser dissolvida — © Fabio Rodrigues Pozzebom

Política — A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, anunciou nessa segunda-feira (12), que prorrogou por mais um ano os trabalhos investigativos da força-tarefa de procuradores que atuam na Operação Lava Jato, no Estado do Paraná.

De acordo com PGR, a portaria que deve oficializar a medida será publicada nesta terça-feira (13), mantendo a estrutura do grupo, que é composta por 15 procuradores, entre eles Deltan Dallagnol.

Segundo Raquel Dodge está é a quinta prorrogação dos trabalhos da Lava jato desde o início das investigações em 2014. Além disso, a equipe envolvida continuará com orçamento de aproximadamente R$ 800 mil para sustentar os gastos de despesas como diárias e passagens para todos os procuradores e servidores que estejam atuando nos trabalhos investigativos.

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Já se foram cinco anos desde o início da operação que desencadeou 61 fase, as investigações da Lava Jato no Paraná resultou em 244 condenações de 159 pessoas, em cerca de 50 processos, acusados de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, organização criminosa, entre outros crimes.

Ao todo, são cerca de 69 integrantes que operam nas investigações, incluindo procuradores, contratados e estagiários.

Por intermédio de nota, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também informou que, de acordo com os dados da Secretaria-Geral do MPU, o grupo custa R$ 112,2 mil por mês. Somando esses números por ano e considerando todos os encargos o gasto chega a casa de R$ 1,4 milhão.