Política

Areski Freitas comenta operação no Rio e diz que governo age sem planejamento

Em publicação no Instagram, o ex-prefeito afirmou que não defende criminosos, mas avaliou que a megaoperação no Rio expôs falhas do Estado

Areski Freitas - @Reprodução
Areski Freitas - @Reprodução

O ex-prefeito de União dos Palmares, Areski Freitas, usou suas redes sociais nesta quinta-feira (30) para comentar a megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro.

Em texto publicado no Instagram, o ex-gestor disse que “não defende bandido”, mas criticou o que chamou de “resposta reativa do Estado”, afirmando que o episódio revela a falta de políticas públicas eficazes e sustentáveis voltadas às comunidades vulneráveis.

Areski avaliou que a ação, apesar de necessária diante do avanço da criminalidade, reflete o fracasso do poder público em cumprir seu “dever de casa” no combate às causas sociais da violência.

“O Estado não pode perder para a criminalidade. Uma hora iria acontecer.
Mas a ação, embora considerada necessária, revela a deficiência em cumprir o dever de casa no que diz respeito à implementação de políticas públicas eficazes e sustentáveis”, escreveu.

No texto, o ex-prefeito destacou que a operação mostra a ausência de um planejamento adequado e contínuo para resolver os problemas estruturais que afetam comunidades carentes.

“O que se observa é uma resposta reativa, ao invés de uma abordagem proativa, que deveria ter sido estabelecida desde o início”, publicou.

Areski também defendeu que o governo invista em educação, saúde e segurança social, apontando que ações emergenciais não resolvem as causas profundas da violência.
Segundo ele, é necessário um esforço conjunto entre poder público e sociedade civil para desenvolver soluções duradouras.

“Somente por meio de um esforço contínuo será possível romper com a lógica de medidas emergenciais que não resolvem os problemas estruturais”, completou.

A manifestação do ex-prefeito ocorre após uma ação integrada das forças de segurança no Rio de Janeiro, que resultou em dezenas de prisões e confrontos em comunidades da capital fluminense.
O governo federal classificou a operação como parte de um esforço nacional contra o crime organizado, após episódios de violência que chamaram atenção em todo o país.

A iniciativa dividiu opiniões entre autoridades e especialistas — enquanto alguns defendem a firmeza da resposta estatal, outros apontam o risco de excessos e violações de direitos em áreas vulneráveis.

As informações desta reportagem têm base na publicação feita pelo ex-prefeito em seu perfil oficial no Instagram e em registros públicos da operação no Rio de Janeiro.

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