Política

O voto de Alfredo Gaspar na PEC da Blindagem

Bancada teve maioria favorável; ausência do deputado do União Brasil chama atenção no 1º e no 2º turnos, enquanto Fábio Costa vota “sim”.

Deputado Alfredo Gaspar - @BR104

A Câmara aprovou a PEC 3/2021, conhecida como PEC da Blindagem, em dois turnos entre a noite de 16 e a madrugada de 17 de setembro. O 1º turno terminou com 353 votos a favor, 134 contra e 1 abstenção; no 2º turno, foram 344 a 133. O texto segue para o Senado.

Em Alagoas, a votação expôs diferenças dentro da própria bancada. Alfredo Gaspar (União Brasil) não registrou voto nos dois turnos; a ausência contrasta com a maioria dos colegas do estado, que apoiaram a proposta.

Como ficou a bancada de Alagoas

No 1º turno, seis deputados alagoanos votaram “sim” e dois “não”; um não registrou voto — Alfredo Gaspar. Já no 2º turno, manteve-se a maioria favorável e Gaspar novamente não votou. Entre os favoráveis em ambos os turnos está o delegado Fábio Costa (PP-AL), cuja posição “sim” reforçou a frente pró-PEC dentro da bancada.

A ausência de Alfredo Gaspar em uma deliberação de alto impacto político causou estranheza no eleitorado local, especialmente porque a PEC altera o equilíbrio entre Judiciário e Parlamento em processos contra parlamentares. Em paralelo, o “sim” do delegado Fábio Costa — frequente porta-voz de pautas conservadoras e de endurecimento penal — também mobilizou debate sobre coerência e prerrogativas no estado.

Votos nominais dos deputados federais de Alagoas na PEC da Blindagem (PEC 3/2021) — 1º turno em 16/09/2025 e 2º turno na madrugada de 17/09/2025.
Deputado (AL)Partido1º turno — 16/092º turno — 17/09
Arthur LiraPP Sim Sim
Marx BeltrãoPP Sim Sim
Isnaldo Bulhões Jr.MDB Sim Sim
Luciano AmaralPSD Sim Sim
Delegado Fábio CostaPP Sim Sim
Rafael BritoMDB Sim Não
PaulãoPT Não Não
Daniel BarbosaPP Não Não
Alfredo GasparUNIÃO Ausente Ausente

Legenda: Sim  •  Não  •  Ausente

O que está em jogo com a PEC da Blindagem

O texto aprovado condiciona a abertura de ação penal e a aplicação de medidas cautelares contra deputados e senadores à autorização da respectiva Casa, com prazo para deliberação. Na etapa final, os deputados retiraram a previsão de voto secreto para autorizar ações penais; a regra de sigilo permanece apenas para deliberação sobre prisão em flagrante por crime inafiançável, mantendo a exigência constitucional de aval do plenário.

Defensores dizem que a PEC protege o Legislativo de abusos e reforça a separação dos Poderes; críticos veem barreiras adicionais à responsabilização de parlamentares, com risco de corporativismo e impunidade. A disputa ficou evidente nos placares apertados do 2º turno e na mobilização de lideranças para manter votos alinhados.

Nos registros compilados pela imprensa local, Alfredo Gaspar aparece ausente nos dois turnos, enquanto Fábio Costa figura entre os favoráveis — recorte que ajuda a explicar a reação nas redes e a busca por posicionamentos públicos. A tendência é que o tema siga no centro do debate político de Alagoas até a análise no Senado.