A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) a Operação Máscara de Vidro para desarticular um grupo suspeito de fraudes contra a Caixa Econômica Federal em Alagoas. Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão em Maceió, Atalaia e Boca da Mata. A Justiça também determinou o sequestro de cerca de R$ 500 mil, valor que, segundo a PF, é fruto do esquema.
De acordo com a investigação, os suspeitos teriam usado documentos falsos para abrir contas e, a partir delas, contratar cartões de crédito, obter empréstimos e utilizar limites de cheque especial. A prática delituosa teria ocorrido em cinco agências da Caixa, localizadas em Maceió, Santana do Ipanema, Arapiraca, Porto Calvo e Olho D’Água das Flores, informou a corporação.
Os investigados vão responder por estelionato contra entidade de direito público, falsificação de documentos públicos e particulares, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A PF não divulgou a identidade dos presos.
A ação desta terça integra o esforço de repressão a golpes bancários e ao uso de identidades falsas para acessar o sistema financeiro. Em nota, a PF destacou que o bloqueio de bens e valores busca reparar o dano e impedir a dissipação do lucro obtido com a fraude, enquanto avançam as diligências. Veículos de imprensa locais relataram que os mandados foram cumpridos nas primeiras horas da manhã e que o bloqueio totaliza meio milhão de reais.
A Caixa informou que coopera com as autoridades sempre que acionada e que adota mecanismos de prevenção a fraudes e monitoramento de transações. Clientes que desconfiarem de movimentações não reconhecidas devem procurar uma agência, canais oficiais do banco ou registrar boletim de ocorrência.
A Operação Máscara de Vidro foi conduzida pela Comunicação Social da PF em Alagoas e contou com apoio de equipes de investigação e perícia. Novas fases não estão descartadas. Denúncias anônimas podem ser feitas nos canais oficiais da corporação.
