Policial

PF cumpre mandados em Alagoas contra fraudes em concursos públicos

Em Alagoas, a investigação aponta irregularidades em seleções da Polícia Civil do estado.

Atualizado 4 meses atrás
Agentes da Polícia Federal em ação — imagem ilustrativa para quem busca saber cos cargos para o concurso da Polícia Federal 2025 - @Reprodução
Agentes da Polícia Federal em ação — imagem ilustrativa para quem busca saber cos cargos para o concurso da Polícia Federal 2025 - @Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) a Operação Última Fase, que investiga um esquema de fraudes em concursos públicos de grande porte no Brasil. Em Alagoas, onde as ações se concentraram, a investigação aponta irregularidades em seleções da Polícia Civil do estado. Além do território alagoano, a operação também cumpriu medidas na Paraíba e em Pernambuco.

No total, foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão, três de prisão preventiva e diversas medidas cautelares, como afastamento de cargos já ocupados e bloqueio de bens dos investigados. A ofensiva contou com a participação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e do Ministério Público Federal, que auxiliaram na coleta de provas e na análise dos documentos apreendidos.

Segundo as apurações, a organização criminosa tinha atuação ampla e sofisticada, com ramificações em diferentes estados e influência em concursos de destaque nacional, incluindo o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) de 2024. Além de Alagoas, foram identificados indícios de fraude em seleções da Polícia Civil de Pernambuco, na Universidade Federal da Paraíba, além de certames da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

No caso alagoano, a fraude na Polícia Civil chamou a atenção pela tentativa de manipular um processo seletivo de grande repercussão e de alta concorrência. Os suspeitos, segundo a PF, não apenas tentaram beneficiar candidatos ligados ao esquema, mas também criaram mecanismos para manter integrantes da organização já inseridos em cargos estratégicos da administração pública.

Com o avanço da investigação, os envolvidos foram imediatamente afastados das funções que exerciam e tiveram os registros em concursos anulados. Eles devem responder por crimes como fraude em certames públicos, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

De acordo com os investigadores, a operação recebeu o nome de Última Fase por representar a etapa conclusiva de uma série de ações voltadas a desarticular grupos especializados em fraudar seleções públicas.