A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (8), com apoio do Núcleo de Inteligência Previdenciária do INSS em Alagoas (NUINP/AL), a Operação Manifesto, com o objetivo de combater fraudes na concessão de benefícios de amparo social ao idoso (BPC LOAS), por meio do uso de documentos falsos.
As investigações começaram após denúncia apontando que uma mulher estaria atuando ilegalmente para obter benefícios previdenciários para terceiros, utilizando documentos de identidade forjados. O caso ocorre na cidade de Penedo, interior de Alagoas.
Documento falso de Sergipe usado em benefício de 2008
Segundo a Polícia Federal, foi identificado que a principal investigada tem ligação com um benefício BPC LOAS concedido em 2008, a partir da apresentação de uma identidade falsa, supostamente emitida no Estado de Sergipe. Além deste caso, outros dois benefícios da mesma natureza também estão sob apuração, todos com indícios de documentação fraudulenta.
Na manhã desta quinta, os policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência da suspeita em Penedo. Foram recolhidos documentos, equipamentos eletrônicos e outros itens que podem comprovar a participação dela nas fraudes.
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Prejuízo ultrapassa R$ 297 mil
Apenas em um dos benefícios sob investigação, o prejuízo calculado aos cofres do INSS já soma R$ 297.166,00. O montante pode aumentar à medida que o inquérito avance e revele a dimensão completa das fraudes.
De acordo com a PF, o objetivo da Operação Manifesto é desarticular esquemas criminosos que comprometem os recursos da seguridade social, prejudicando a população que realmente depende dos benefícios assistenciais.
Fraudes no BPC LOAS preocupam autoridades
O Benefício de Prestação Continuada (BPC LOAS) é um direito garantido pela Constituição a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de baixa renda. A concessão do benefício não exige contribuição prévia ao INSS, o que torna o sistema mais vulnerável a fraudes.
A Polícia Federal reforça que fraudes contra a Previdência Social são tratadas com rigor e que novas diligências poderão ocorrer nas próximas semanas. A identidade da investigada ainda não foi divulgada, e o inquérito segue sob sigilo.
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