Policial

Operação Kimbundu: Polícia Federal cumpre mandados em União dos Palmares

Operação Kimbundu apura crimes de invasão de terras da União, danos ao patrimônio histórico e ameaças a servidores da Fundação Cultural Palmares no antigo Quilombo dos Palmares.

Agente da Polícia Federal de costas na Serra da Barriga, em área de mata, durante a Operação Kimbundu
Agente da Polícia Federal atua na Serra da Barriga durante a Operação Kimbundu. (Foto: Reprodução)

UNIÃO DOS PALMARES (AL) — A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (10/02/2026), a Operação Kimbundu para reprimir a ocupação irregular, desmatamento e ameaças a servidores no Monumento Nacional Serra da Barriga.

A ação visa proteger o território histórico do antigo Quilombo dos Palmares contra a degradação ambiental e a usurpação de terras pertencentes à União.

O foco principal da operação é interromper a atividade de um indivíduo suspeito de invadir áreas preservadas dentro do sítio histórico tombado pelo IPHAN.

Segundo as investigações da Polícia Federal, o investigado estaria promovendo desmatamentos e queimadas deliberadas para preparar o terreno para uso privado, ignorando a proteção federal do local.

Além dos danos ambientais, o inquérito aponta que o suspeito teria proferido ameaças graves contra guardas florestais da Fundação Cultural Palmares.

As intimidações ocorriam sempre que os agentes públicos tentavam realizar fiscalizações ou impedir o avanço das ocupações ilegais no topo e nas encostas da serra em União dos Palmares.

O que significa o nome “Kimbundu”?

A escolha do nome Kimbundu (ou Quimbundo) pela Polícia Federal é uma referência a uma das línguas bantas mais faladas em Angola, país de origem de muitos africanos escravizados que fundaram o Quilombo dos Palmares.

O nome simboliza o compromisso das forças de segurança em preservar não apenas o solo, mas a herança cultural e histórica do maior símbolo da resistência negra nas Américas.

A equipe de reportagem do BR104 acompanha o cumprimento dos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Alagoas.

Os agentes buscam identificar outros possíveis envolvidos e reunir provas de danos arqueológicos causados pelas intervenções humanas não autorizadas no solo sagrado da Serra da Barriga.

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