UNIÃO DOS PALMARES (AL) — Passadas três semanas desde que o corpo de Paulo Francisco de Melo, de 66 anos, foi encontrado em avançado estado de decomposição às margens da rodovia AL-205, o crime permanece sem respostas.
Até o momento, a Polícia Civil de Alagoas não efetuou prisões nem divulgou detalhes sobre a linha de investigação, gerando um clima de incerteza e cobrança por justiça na região.
O idoso foi localizado no dia 1º de dezembro, após ter saído de casa na sexta-feira anterior. Desde a identificação oficial do corpo, ocorrida no início do mês, o silêncio das autoridades sobre o avanço do inquérito tem sido a única resposta oficial para um caso que chocou a comunidade palmarina pela brutalidade e pelo mistério que o envolve.
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O silêncio das autoridades
Mesmo com a repercussão do caso, o laudo oficial do Instituto de Medicina Legal (IML), que deveria apontar a causa exata da morte — se por arma branca, disparo de fogo ou espancamento —, não foi detalhado publicamente.
A 11ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) mantém o sigilo sobre as diligências, sem confirmar se já houve a oitiva de testemunhas ou se existem câmeras de segurança que possam ter registrado o trajeto da vítima.
A falta de atualizações oficiais alimenta especulações em União dos Palmares. O histórico da vítima, que incluía um perfil de “sinceridade direta” e problemas familiares citados pela própria defesa, abre diversas possibilidades de motivação, que vão desde vingança até conflitos interpessoais. Porém, sem o indiciamento de suspeitos, o crime entra para a lista de casos pendentes na Zona da Mata.

Relembre o perfil da vítima
Em entrevista exclusiva concedida ao BR104 no dia 5 de dezembro, o advogado da família, Valter Xavier, descreveu Paulo como um homem trabalhador, mas que possuía traços de personalidade que poderiam ter gerado inimizades.
O advogado também confirmou que o idoso já havia sido detido por denúncias de violência doméstica, mas ressaltou que ele havia provado sua inocência e estava em liberdade há cerca de três meses. A cronologia do desaparecimento — três dias até a comunicação oficial do sumiço — foi justificada pela rotina do casal, segundo a defesa.
Até a publicação desta reportagem, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Delegacia Regional não se manifestaram sobre o estágio atual das investigações.
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