Policial

Homem é preso após ameaçar que “arrancaria a cabeça” da esposa e a “penduraria numa estaca” em AL

Vítima relatou agressões recorrentes e decidiu representar criminalmente contra o companheiro.

Atualizado 3 meses atrás
Vitima de violência © Imagem ilustrativa
Vitima de violência © Imagem ilustrativa

Um homem foi preso em flagrante na noite desta segunda-feira (17) depois de agredir e ameaçar matar a própria esposa no povoado Bálsamo, zona rural de Arapiraca, no Agreste de Alagoas. Segundo o boletim de ocorrência, ele chegou a afirmar que “arrancaria a cabeça” da mulher e que a “penduraria numa estaca”.

A Polícia Militar de Alagoas foi acionada e encontrou o agressor dentro da residência. A vítima confirmou que havia sido atacada e relatou que essa não foi a primeira vez em que sofreu violência por parte do companheiro. Além das agressões físicas, ela relatou ter recebido ameaças de morte e declarou que deseja seguir com todos os procedimentos legais para representar criminalmente contra o suspeito.

Na Central de Flagrantes de Arapiraca, a irmã do agressor – cunhada da vítima – também prestou depoimento. Ela afirmou que as agressões eram repetidas e contou que já havia sido ameaçada pelo irmão ao tentar defender a mulher. Depois de interrogado, o homem foi autuado por violência contra a mulher e permanece à disposição da Justiça.

Ao final da ocorrência, as autoridades reforçaram que a violência doméstica é crime e deve ser denunciada imediatamente. Casos de agressão, ameaça, violência psicológica, moral, sexual ou patrimonial podem ser comunicados pelo telefone 190, em situações de emergência, ou pelo telefone 180, que funciona 24 horas e recebe denúncias anônimas.

As vítimas também podem procurar diretamente as Delegacias da Mulher, bem como qualquer delegacia quando não houver unidade especializada na cidade, para registrar boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.

Além disso, a denúncia pode ser feita por vizinhos, familiares ou qualquer pessoa que presencie a violência, e a vítima tem direito a atendimento jurídico, psicológico e social em centros de referência, serviços de assistência social e pela Defensoria Pública.