Policial

Homem agride companheira com prato e fere filha ao empurrá-la contra porta em Rio Largo

Ao tentar defender a mãe, a filha do casal foi empurrada com força e bateu a cabeça na quina da porta, sofrendo um corte na região do supercílio.

Vitima de violência © Imagem ilustrativa
Vitima de violência © Imagem ilustrativa

Um homem foi preso em flagrante nesta quarta-feira (23), no bairro Mata do Rolo, em Rio Largo, região metropolitana de Maceió, após agredir a companheira e ferir a própria filha durante um episódio de violência doméstica. Ele foi detido com base na Lei Maria da Penha, após ser localizado em um bar nas proximidades da residência da família, com sinais de embriaguez e um ferimento na testa.

Segundo informações da Polícia Militar, a mulher acionou a guarnição relatando ter sido insultada, ameaçada e atacada com um prato lançado pelo companheiro. Ao tentar defender a mãe, a filha do casal foi empurrada com força e bateu a cabeça na quina da porta, sofrendo um corte na região do supercílio.

Após o ataque, o agressor fugiu do local, mas foi rapidamente localizado pelos policiais. Antes de ser conduzido à delegacia, ele recebeu atendimento médico devido ao ferimento que apresentava. Em seguida, foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde foi autuado por lesão corporal no contexto de violência doméstica.

O caso foi registrado com base na Lei nº 11.340/2006 – a Lei Maria da Penha – que define e pune diferentes formas de violência contra a mulher no ambiente familiar. A legislação considera como crime toda forma de agressão física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial, praticada por parceiro íntimo ou qualquer membro da família. A filha da vítima, embora não seja a companheira do agressor, também está protegida pela lei por estar dentro do núcleo familiar.

A mulher e a filha devem agora ser encaminhadas para acompanhamento por órgãos da rede de proteção, com apoio psicológico, jurídico e assistencial, conforme prevê a Lei Maria da Penha.

A população pode denunciar casos de violência doméstica de forma anônima pelo Disque 180 ou pelo 190 em situações de emergência. As autoridades reforçam a importância de denunciar agressões, mesmo quando praticadas por membros da própria família.