A Polícia Civil de Alagoas concluiu a investigação que apura o desvio de 56 aparelhos celulares da loja da TIM no Parque Shopping Maceió, em Cruz das Almas. O alvo do inquérito é um ex-funcionário da unidade, apontado como responsável pelo rombo de R$ 81 mil no estoque da empresa.
O caso só veio à tona após a realização de um inventário nacional da TIM, em setembro de 2024. A auditoria interna encontrou inconsistências que levaram à descoberta da ausência de dezenas de celulares de diferentes marcas e modelos. Diante da gravidade da situação, a empresa acionou a Polícia Civil, que abriu investigação por furto qualificado mediante abuso de confiança.
Durante a apuração, representantes da TIM relataram que o funcionário tinha acesso total ao estoque e aos sistemas de controle interno. Esse nível de autonomia, segundo a empresa, facilitou que os desvios ocorressem ao longo do tempo sem detecção imediata.
Lista completa dos aparelhos furtados — obtida com exclusividade pelo Núcleo de Investigação do BR104
O BR104 teve acesso, com exclusividade, a documentos oficiais que detalha cada item subtraído.
Segundo o inventário, foram desviados:
• 56 celulares (Samsung, Motorola, Apple e outras marcas)
• 35 acessórios, entre carregadores, fones, cabos, capas e películas
A lista completa inclui modelos como:
— Samsung Galaxy A15, A05, A34, A54
— Motorola Moto G22, Moto G32, Moto E13
— Apple iPhone 11, iPhone SE
— Além de carregadores originais Apple e Samsung, fones Bluetooth, caixas de som e películas.
Os documentos obtidos pelo BR104 mostram que alguns desses aparelhos chegaram a ser vendidos pelo funcionário para terceiros, que acreditavam estar fazendo uma compra regular na loja. Parte dos compradores apresentou notas ou comprovantes fornecidos pelo próprio investigado, acreditando que se tratava de produtos lícitos.
Indiciamento e acordo com o Ministério Público
Após reunir notas fiscais, planilhas internas e depoimentos, o delegado responsável concluiu o inquérito indiciando o funcionário pelo crime de furto qualificado. O relatório final foi enviado ao Ministério Público de Alagoas, que propôs um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP).
O termo do acordo, estabelece que o investigado deverá:
• Ressarcir integralmente os R$ 81 mil, em 24 parcelas
• Prestar serviços comunitários por 12 meses
• Pagar prestação pecuniária em favor de entidade social
Com a homologação do acordo, o caso segue agora para acompanhamento pelo Juízo da Execução Penal.
Até o momento, nem a TIM nem a administração do Parque Shopping Maceió se manifestaram publicamente sobre o caso. O BR104 aguarda posicionamento das instituições e atualizará a reportagem assim que houver resposta.
