Policial

Dono de bar é preso em operação contra exploração sexual de adolescentes no Centro de Maceió

O homem é acusado de exploração sexual de uma adolescente de 17 anos encontrada dentro do estabelecimento durante a ação conjunta de órgãos de proteção e segurança.

Atualizado 3 meses atrás
Dono de bar é preso após operação contra exploração sexual | Foto: Cortesia
Dono de bar é preso após operação contra exploração sexual | Foto: Cortesia

Uma operação de fiscalização realizada na noite desta sexta-feira (14) resultou na prisão em flagrante do dono de um bar localizado no Centro de Maceió. O homem é acusado de exploração sexual de uma adolescente de 17 anos encontrada dentro do estabelecimento durante a ação conjunta de órgãos de proteção e segurança.

A ocorrência teve início após denúncias anônimas encaminhadas ao Ministério Público, ao Ministério Público do Trabalho e à Delegacia de Combate aos Crimes contra Criança e Adolescente (DCCCA). Os relatos apontavam risco de aliciamento e situações de vulnerabilidade envolvendo menores em bares e casas noturnas da região central da capital.

Com base nas informações, equipes de fiscalização vistoriaram três pontos do Centro. Em um dos estabelecimentos, a adolescente foi identificada pelos agentes. O proprietário recebeu voz de prisão imediata e foi autuado por exploração sexual de adolescente, crime previsto no art. 218-B do Código Penal, cuja pena pode chegar a dez anos de reclusão.

As autoridades reforçam que a exploração sexual infantojuvenil segue como uma das violações mais graves aos direitos humanos. Além da responsabilização penal, os agentes também orientaram os donos de bares e similares sobre a proibição do consumo e venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos — prática frequentemente associada ao aliciamento e à exposição de adolescentes a situações de risco.

O Ministério Público e a DCCCA destacam que denúncias anônimas continuam essenciais para identificar e interromper práticas criminosas que atingem crianças e adolescentes. A atuação integrada das instituições reforça a necessidade de vigilância constante, fiscalização rigorosa e combate permanente à exploração sexual em ambientes de entretenimento.