Policial

O que se sabe sobre a chacina em Ipioca que vitimou quatro homens em Maceió

Quatro homens foram mortos dentro de um imóvel na noite de quinta-feira (15/01/2026)

Entrada de vila residencial em Ipioca, onde ocorreu a chacina
Vila em Ipioca onde ocorreu a chacina. (Foto: Reprodução / TV Pajuçara)

MACEIÓ  — A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga a execução de quatro homens ocorrida na noite de quinta-feira (15), em uma vila residencial no bairro de Ipioca, Litoral Norte de Maceió.

O crime, marcado pela violência extrema, mobilizou diversas guarnições da Polícia Militar e equipes da Polícia Científica durante a madrugada desta sexta-feira (16/01).

O que se sabe até agora:

  • Vítimas confirmadas: Daniel da Conceição Rangel (39 anos, BA) e Rodrigo da Silva (26 anos, PE). Outros dois seguem sem identificação.
  • Cena do crime: Porta arrombada e estojos de munições de calibres diferentes encontrados no local.
  • Dinâmica: Moradores relataram cerca de 20 disparos; os corpos foram achados em cômodos diferentes da casa.
  • Contexto: O grupo não era residente da área e ocupava o imóvel há apenas uma semana.

Quem são as vítimas da chacina em Ipioca?

Até o momento, a identificação oficial processada pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmou dois nomes.

Daniel da Conceição Rangel, de 39 anos, era natural da Bahia. A segunda vítima, Rodrigo da Silva, de 26 anos, era natural de Pernambuco. Outros dois homens permanecem sem identificação formal.

De acordo com relatos colhidos no local, os quatro homens haviam se mudado para a vila residencial há aproximadamente sete dias. Nenhum deles era conhecido pelos vizinhos, o que reforça a linha investigativa de que o grupo veio de outros estados para Maceió.

Como aconteceu o crime em Ipioca?

O acionamento da Polícia Militar ocorreu via Central de Operações para verificar uma denúncia de homicídio múltiplo.

Guarnições da 2ª Companhia Independente (Brisa Comando, Brisa 01 e Força Tática) constataram que a porta principal da vila residencial foi arrombada pelos executores.

A perícia do Instituto de Criminalística (IC) identificou estojos de munição de calibres variados espalhados pela entrada e pelo interior do imóvel, sugerindo a participação de mais de um atirador com armas distintas.

A posição dos corpos indica que as vítimas tentaram se refugiar em cômodos diferentes antes de serem atingidas.

Qual a linha de investigação da DHPP?

O delegado Emanuel Rodrigues, responsável pelo caso, mantém os detalhes sob sigilo para não comprometer as diligências. No entanto, uma das principais hipóteses trabalhadas pela DHPP é a disputa por território para o tráfico de drogas.

Investiga-se se a chegada dos “estrangeiros” à região de Ipioca representava uma tentativa de incursão de uma nova facção, o que teria motivado a retaliação do grupo que domina a área.

A polícia também apura se o imóvel usado pelas vítimas já foi palco de um crime semelhante há cerca de dois anos.

A população pode colaborar com informações anônimas através do Disque Denúncia 181. O sigilo da fonte é absoluto.

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