Polícia

Traficante procurado em Alagoas pode estar entre mortos de operação no Rio de Janeiro

A SSP investiga se “Nem Catenga”, um dos criminosos mais procurados do estado, está entre as vítimas da megaoperação que deixou mais de 120 mortos.

Atualizado 3 meses atrás
“Nem Catenga” | @ Reprodução
“Nem Catenga” | @ Reprodução

A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) acompanha a identificação dos mortos da operação policial que deixou 121 vítimas no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, para verificar se entre eles está o traficante “Nem Catenga”, um dos criminosos mais procurados do estado. O trabalho faz parte de uma apuração conduzida pelas forças de inteligência alagoanas em cooperação com as autoridades fluminenses.

De acordo com o coronel Patrick Madeiro, secretário executivo da SSP/AL, ainda não há confirmação de que o alagoano esteja entre os mortos ou presos na megaoperação, considerada uma das mais letais já realizadas no Rio. O reconhecimento dos corpos segue em andamento e deve demorar devido à grande quantidade de vítimas e à complexidade da ação.

“Aguardamos a finalização do processo de identificação para confirmar se há ou não a presença de algum alagoano entre os envolvidos. Caso isso ocorra, a SSP divulgará as informações oficialmente”, explicou o coronel.

Madeiro destacou que o contato entre as forças de segurança dos dois estados é constante. “Nossas equipes de inteligência, tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Civil, mantêm uma cadeia constante de troca de informações com o Rio de Janeiro. Até o momento, não há registro de nenhum alagoano preso ou morto naquela operação”, afirmou.

O foco da investigação é “Nem Catenga”, foragido da Justiça de Alagoas e suspeito de atuar em uma organização criminosa com ramificações em diferentes estados do país. Segundo apurações, ele teria deixado Alagoas para se esconder em comunidades controladas por facções no Rio, como o Complexo do Alemão e o Complexo da Penha.

Apontado por envolvimento em tráfico de drogas, homicídios e articulação de crimes interestaduais, o criminoso figura entre os nomes mais procurados pelas forças de segurança de Alagoas. A SSP informou que continuará monitorando o caso e só divulgará novas informações após a confirmação oficial da identidade dos mortos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.