Polícia

Mulher é morta após fim de relacionamento e caso mobiliza polícia no Sertão de Alagoas

O ex-companheiro é apontado como autor do crime e também foi encontrado morto no local.

Atualizado 3 meses atrás
Interior da residência onde o casal foi encontrado morto, no Sítio Mulatinho, em Olho d’Água das Flores | @ Reprodução
Interior da residência onde o casal foi encontrado morto, no Sítio Mulatinho, em Olho d’Água das Flores | @ Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas conduz a investigação da morte de um casal na zona rural de Olho d’Água das Flores, no Sertão alagoano. Na última terça-feira (4), uma mulher e um homem foram encontrados mortos no Sítio Mulatinho, em circunstâncias que apontam, inicialmente, para feminicídio seguido de suicídio. As evidências levantadas pelas equipes que atenderam a ocorrência e os relatos de moradores indicam que o crime pode ter sido motivado pelo fim de um relacionamento que não teria sido aceito pelo autor do crime.

A vítima, identificada como Ana Maria Abreu Farias, de 28 anos, foi localizada dentro da residência com um grave ferimento no pescoço, provocado, segundo os peritos, por um golpe de facão. A arma utilizada no ataque estava ao lado do corpo. Em outro ponto do imóvel, foi encontrado José Alves Romano, de 55 anos. A posição em que ele estava sugere que teria tirado a própria vida logo após o ataque.

De acordo com informações preliminares colhidas pelos investigadores da Delegacia Regional, testemunhas afirmaram que o casal havia encerrado a relação recentemente. No entanto, José Alves não teria aceitado a separação, o que pode ter sido o estopim para o crime. A suspeita reforça o que já é observado em diversos casos de violência doméstica no país. São situações de controle emocional e possessividade, que acabam evoluindo para agressões graves e, muitas vezes, fatais.

Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil foram acionadas assim que moradores encontraram os corpos. O Instituto de Criminalística (IC) realizou a perícia no local, buscando vestígios que confirmem a dinâmica dos fatos. Já o Instituto Médico Legal (IML) ficou responsável pela remoção dos corpos e pela realização dos exames cadavéricos, que devem integrar o inquérito.

A Polícia Civil ressalta que o caso permanece em investigação, mesmo que os indícios atuais apontem de forma consistente para o feminicídio seguido de suicídio.