Polícia

Historiador e sem ficha criminal: Quem é o suspeito de mandar matar Joba, do CRB

Identificado como Ruan, o suposto mandante se apresentou à polícia acompanhado de advogado; defesa nega que ele tenha pago R$ 10 mil pela execução.

Atualizado 2 dias atrás
Retrato de um homem identificado como Ruan, suspeito de ser o mandante do crime. Ele tem pele clara, cabelo curto e escuro, e usa óculos de sol pretos. Ele veste uma camiseta branca simples e sorri levemente. Ao fundo, é possível ver uma paisagem com água e árvores sob um céu claro.
Caso Joba: Ruan, apontado como mandante do assassinato do coordenador do CRB, entrega-se à polícia e tem prisão preventiva confirmada. (Foto: Reprodução/TV Asa Branca)

MACEIÓ (AL) — O principal suspeito de ser o mandante do assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, o “Joba”, entregou-se à Polícia Civil na noite desta segunda-feira (26). Identificado como Ruan, o homem se apresentou acompanhado de seu advogado na Central de Flagrantes, onde teve a prisão preventiva confirmada.

Durante o interrogatório conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Ruan optou pelo direito constitucional de permanecer em silêncio sobre os fatos. Segundo a delegada Tacyane Ribeiro, ele confirmou apenas dados pessoais, como profissão — ele é historiador e não possuía antecedentes criminais.

O advogado de defesa, Napoleão Júnior, afirmou que Ruan nega veementemente a informação de que teria pago R$ 10 mil para que o coordenador das categorias de base do CRB fosse executado. Sobre o suposto pivô do crime, a ex-companheira de Joba, o suspeito limitou-se a dizer que a conhecia, sem detalhar qualquer relacionamento.

Ex-companheira de Joba fora da autoria

A Polícia Civil também esclareceu a situação de Letícia, a mulher com quem Joba estava se reconciliando. Após perícia técnica no aparelho celular dela, a delegada informou que não há elementos que a incluam como autora ou participante do homicídio. O crime é tratado como uma ação isolada do mandante, motivada pelo inconformismo com o fim de seu próprio envolvimento com a mulher e a volta dela para Joba.

Cronologia 

O caso é considerado praticamente elucidado pela DHPP:

  • O crime: Joba foi morto na sexta-feira (23), com um tiro na nuca, enquanto esperava um ônibus no bairro Santa Lúcia.
  • As prisões: Um suspeito já havia sido detido e apontou Ruan como mandante.
  • O confronto: No domingo (25), três homens apontados como executores morreram em troca de tiros com a polícia no Clima Bom.
  • Próximo passo: Ruan deve passar por audiência de custódia no fórum do Barro Duro nesta terça-feira (27).

A investigação aponta que o crime foi arquitetado desde dezembro de 2025, com um pagamento inicial de R$ 4 mil realizado três dias antes da execução.

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