Murici

Fiéis de Murici mantêm tradição centenária na Sexta-feira da Paixão

A procissão relembra a Via Sacra e a trajetória de vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Atualizado 3 anos atrás
Fies durante procissão | © Cortesia
Fies durante procissão | © Cortesia

Milhares de fiéis seguiram em procissão rumo ao Alto do Cruzeiro na madrugada dessa Sexta-feira da Paixão em Murici, Alagoas, em uma tradição que já dura 139 anos. A procissão, que relembra a Via Sacra e a trajetória de vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, é considerada uma das maiores manifestações religiosas do estado.

De acordo com a lenda, a primeira procissão ocorreu em 1884, quando toda a população foi curada de uma peste que assolou a cidade. O então pároco de Murici fez uma promessa de colocar uma cruz de madeira no ponto mais alto da cidade e pediu que a caminhada até a cruz fosse feita todos os anos. Desde então, a tradição se mantém viva e atrai cada vez mais fiéis.

Fiel durante procissão | © Cortesia

Fiel durante procissão | © Cortesia

A caminhada até o Alto do Cruzeiro é uma experiência única e desafiadora, que exige dos fiéis muita disposição e fé. A subida até o topo da montanha é íngreme e cansativa, mas a recompensa é ver o sol nascer atrás da cruz, em um espetáculo que emociona e renova a esperança dos que participam da procissão.

A Sexta-feira da Paixão é um dia de reflexão e recolhimento para os cristãos, e a procissão em Murici é uma forma de vivenciar a história de Jesus e fortalecer a fé. A tradição secular é uma parte importante da cultura e da religiosidade do povo alagoano.