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Até R$ 140 mil por bebê? Conheça os países que pagam para casais terem filhos

Com populações envelhecendo e taxas de natalidade em queda, nações europeias e asiáticas oferecem bônus em dinheiro e isenção de impostos.

Atualizado 2 meses atrás
mulher gravida segura notas de dinheiro simbolizando incentivo financeiro a natalidade
Mulher grávida segura notas de dinheiro em imagem ilustrativa que representa políticas de incentivo financeiro à natalidade. Foto: reprodução.

UNIÃO DOS PALMARES (AL) — Enquanto o custo de vida no Brasil faz com que muitos casais adiem o sonho da paternidade, em outros países o governo decidiu assumir a conta.

Em 2025/2026, diversas nações enfrentam o chamado “inverno demográfico” — quando o número de mortes supera o de nascimentos — e a solução encontrada foi o incentivo financeiro direto.

Países como Hungria, Coreia do Sul e Japão lideram rankings de benefícios que, na conversão para o Real, alcançam cifras que mudariam a vida de muitas famílias alagoanas. Os pacotes incluem desde prêmios em dinheiro vivo até o perdão de dívidas bancárias e isenção total de impostos para as mães.

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Hungria: O perdão de dívidas de R$ 140 mil

O programa húngaro é considerado um dos mais agressivos do mundo. O governo oferece um empréstimo de cerca de 10 milhões de forints (aproximadamente R$ 140 mil) para casais jovens.

O detalhe que atrai olhares é a cláusula de perdão: se o casal tiver três filhos, a dívida é totalmente cancelada pelo governo. Além disso, mulheres que têm quatro ou mais filhos ficam isentas de pagar Imposto de Renda pelo resto da vida.

Coreia do Sul: “Salário” para novos pais

Dona da menor taxa de natalidade do planeta, a Coreia do Sul transformou o apoio à família em um investimento massivo. O governo paga uma ajuda mensal de cerca de 1 milhão de won (R$ 3.800) durante o primeiro ano de vida da criança. Ao somar bônus de nascimento e vouchers de saúde, o apoio financeiro estatal pode ultrapassar os R$ 50 mil por criança nos primeiros anos.

Japão e Rússia: Foco em bônus e moradia

No Japão, o governo paga um “Subsídio de Parto” fixo de 500 mil ienes (cerca de R$ 17 mil) por nascimento, além de abonos mensais que duram até os 18 anos do filho. Já na Rússia, o programa “Capital Materno” libera certificados de aproximadamente R$ 40 mil que podem ser usados para dar entrada na casa própria, garantindo estabilidade habitacional para a nova família.

Resumo dos principais incentivos globais:

  • Hungria: Empréstimo de R$ 140 mil perdoável + Isenção de IR vitalícia para mães de 4+.
  • Coreia do Sul: Mesada mensal de R$ 3.800 no 1º ano de vida do bebê.
  • Japão: Pagamento único de R$ 17 mil por parto + abono mensal garantido.
  • Estônia: Benefício mensal que aumenta drasticamente a partir do 3º filho.

Desafios para brasileiros

Apesar dos valores tentadores, é importante ressaltar que o acesso a esses fundos geralmente exige residência legal ou cidadania nos respectivos países.

Além do incentivo financeiro, os casais precisam considerar as barreiras culturais, o alto custo de vida dessas nações e a necessidade de dominar o idioma local para conseguir estabilidade no mercado de trabalho estrangeiro.

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