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Cardeais não chegam a consenso sobre novo papa e fumaça preta volta a subir da Capela Sistina

A próxima rodada de votações ocorrerá à tarde.

Atualizado 9 meses atrás
Fumaça preta no Conclave - @Reprodução
Fumaça preta no Conclave - @Reprodução

Os cardeais reunidos no Conclave ainda não chegaram a um consenso para a escolha do novo papa. A confirmação veio na manhã desta quinta-feira (8), quando a fumaça preta voltou a subir da chaminé da Capela Sistina, indicando que nenhuma das duas votações realizadas até o momento alcançou os dois terços dos votos exigidos para a eleição.

A expectativa agora se volta para a próxima rodada de votações, que ocorrerá à tarde. Segundo o cronograma previsto, poderá haver sinal de fumaça às 12h30 – apenas em caso de eleição, com fumaça branca – e às 14h, quando novamente a fumaça poderá ser branca ou preta, conforme o resultado.

O Conclave teve início na manhã da última quarta-feira (7) e é realizado sob absoluto sigilo na Capela Sistina, no Vaticano. A média histórica indica que a escolha de um novo papa costuma levar entre dois e três dias. Os dez últimos conclaves não ultrapassaram cinco dias.

Ao fim de cada sessão, as cédulas são queimadas e, conforme a cor da fumaça, o mundo inteiro acompanha o desenrolar da decisão: preta, se não houve acordo; branca, quando um novo pontífice.

A eleição ocorre de 15 a 20 dias após o trono papal ficar vago – neste caso, devido à morte do Papa Francisco, em 21 de abril, um dia após sua última aparição pública no Domingo de Páscoa.

Quando finalmente um papa for escolhido, caberá ao cardeal francês Dominique Mamberti, prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, anunciar o nome do novo líder da Igreja com a tradicional frase em latim: Habemus Papam.

Enquanto isso, a Capela Sistina segue sendo o centro das atenções. Construída entre 1473 e 1481, o espaço é um dos maiores símbolos do Vaticano. Com cerca de 40 metros de comprimento, 13 de largura e 21 de altura, abriga obras-primas do Renascimento, como A Criação de Adão e O Juízo Final, de Michelangelo, além de afrescos de artistas como Botticelli, Perugino e Ghirlandaio. 

A missa solene Pro Eligendo Pontifice, que marca oficialmente a abertura do Conclave no Vaticano, foi conduzida pelo cardeal decano Giovanni Battista Re, na Basílica de São Pedro.

Durante a homilia, o cardeal Re pediu sabedoria divina para os eleitores que se preparam para uma das decisões mais importantes da Igreja: “Estamos aqui para invocar a ajuda do Espírito Santo, para implorar a sua luz e a sua força, a fim de que seja eleito o papa que a Igreja e a humanidade precisam neste momento tão difícil e complexo da história”, afirmou.

O decano também ressaltou a importância da unidade na Igreja: “Uma unidade que não significa uniformidade, mas comunhão sólida e profunda na diversidade, desde que se permaneça plenamente fiel ao Evangelho.”

Segundo Re, um dos principais deveres do próximo Papa será justamente cultivar essa comunhão: “Entre as tarefas de cada Sucessor de Pedro conta-se a de fazer crescer a comunhão: comunhão de todos os cristãos com Cristo, comunhão dos bispos com o papa e comunhão dos bispos entre si… a Igreja deve ser ‘casa e escola de comunhão’.”