Maceió

Maceió completa 210 anos nesta sexta-feira (5)

Data marca o desmembramento da antiga Vila das Alagoas por alvará régio assinado em 1815.

Farol da Ponta Verde, em Maceió, com a maré baixa e a água clara, símbolo do turismo e da economia de Alagoas.
Maceió é o centro da economia alagoana e o ponto focal para o turismo e investimentos no Estado. (Foto: Reprodução)

MACEIÓ (AL) — A capital de Alagoas, Maceió, completa 210 anos de fundação nesta sexta-feira (5). A data está ligada ao alvará régio assinado por D. João VI em 5 de dezembro de 1815, que desmembrou a localidade da antiga Vila das Alagoas.

Segundo seu histórico, o município surgiu em um engenho de açúcar. Antes de sua fundação, em 1609, Manoel Antônio Duro morava no povoado de Pajussara, em terras recebidas por sesmaria de Diogo Soares, alcaide-mor de Santa Maria Madalena.

As terras foram transferidas posteriormente para outros proprietários e, em 1673, o rei de Portugal determinou ao Visconde de Barbacena a construção de um forte no Porto de Jaraguá, com o objetivo de conter o comércio ilegal de pau-brasil. O nome Maceió tem origem no tupi “Maçayó” ou “Maçaio-k”, que significa “o que tapa o alagadiço”.

Em 1817, com a emancipação política de Alagoas, teve início o processo de transferência da capital para Maceió, sob a governança de Sebastião de Mélo e Póvoas. Houve resistência política local, o que levou ao envio de expedições militares de Pernambuco e da Bahia para garantir a ordem. A sede do governo foi instalada em Maceió em 16 de dezembro de 1839.

Atualmente, a cidade é associada às suas belezas naturais e pontos turísticos, como as piscinas naturais de Pajuçara, as praias de Ponta Verde, Ipioca e Gunga, e a Lagoa Mundaú, além do Pavilhão do Artesanato, do Parque Municipal e do Centro Histórico. Na cultura popular, são citadas manifestações como Coco de Roda e Guerreiro, além de referências musicais de Djavan. Sem contar em sua culinária rica que tem pratos à base de frutos do mar como o chiclete de camarão e o sururu ao coco, além de preparos tradicionais como a peixada alagoana, a carne de sol com queijo e diversas variações de cuscuz.

Como diria o próprio Djavan, em sua música “Alagoas”:

Oh, MaceióÉ três mulé prum homem só

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