Maceió

JHC iniciou a campanha com ato simbólico no Pinheiro, reunindo apoiadores e população

Jornada da verdade começa com respeito e reconhecimento dos bairros afetados pela mineração em Maceió

Publicado: | Atualizado em 27/09/2020 18:25


Jornada da verdade  com JHC - @reprodução
Jornada da verdade com JHC - @reprodução

Um dos maiores desafios do próximo prefeito de Maceió é lidar com um drama que atinge 50 mil moradores de quatro bairros: Pinheiro, Bebedouro, Mutange e Bom Parto. O respeito e preocupação de JHC e Ronaldo Lessa com a situação motivou o primeiro dia da jornada da verdade neste domingo (27). A campanha começou com um café da manhã na Associação SOS Pinheiro e seguiu com evento simbólico na Praça Menino Jesus de Praga.

Estiveram presentes no encontro apoiadores da chapa JHC-Lessa, como o senador Rodrigo Cunha (PSDB), os deputados estaduais Davi Maia (DEM) e Cabo Bebeto (PTC), o vereador Francisco Salles (PSB), Ricardinho Santa Ritta (Avante), Judson Cabral (PDT), além de outros candidatos e candidatas a uma vaga na Câmara dos Vereadores de Maceió.

“Inicio no local que para mim deveria ser, o Pinheiro, uma demonstração muito clara de respeito, um gesto de apreço por tudo que essas pessoas têm sofrido, por todos os dramas vividos, por esses quatro queridos bairros da nossa capital. Nesses quatro bairros, tem a nossa história, nossa cultura, nossos empreendedores, famílias inteiras que de uma hora para outra viram sua vida mudar de ponta cabeça”, destacou JHC.

São casos como do Rogério Rodrigues, servidor público da Prefeitura de Maceió. Veio para o Pinheiro há quatro anos, em 2016. No bairro, morava em um apartamento com a esposa, o filho e um sobrinho. Depois de dois anos brigando por sua situação, começou a receber um auxílio para o pagamento do aluguel, mas só conseguiu um imóvel no bairro da Serraria, no final do conjunto José Tenório e longe da sua antiga vida.

“O prédio que eu morava estava entre duas áreas condenadas pela defesa civil, o meu também deveria estar. A luta foi grande, tive que contratar um engenheiro particular para fazer o laudo, meu sobrinho não pode mais morar comigo e estou longe de tudo. Eu não sou de política, mas o JHC foi um dos únicos políticos que vieram para cá desde o início, se não fosse ele, a gente estava lascado”, conta Rodrigues.

Entre as ações de JHC sobre o afundamento está a criação de uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados, da qual participou o representante do bairro e presidente da Associação SOS Pinheiro, Geraldo Vasconcelos. Ele destaca que JHC passou muitas horas na sede da organização para elaborar seu Plano Governo, já cumprindo sua promessa de fazer uma gestão mais democrática e que ouça as pessoas.

“Além do problema da Braskem, tínhamos a tortura de lidar diariamente com uma Defesa Civil inoperante, incompetente, tínhamos um prefeito que não absorveu o problema da população, que nunca esteve aqui no bairro. Em 2018, recebemos um abraço fraterno do JHC. Temos o futuro prefeito da cidade que já abraçou o problema do bairro, como um problema da cidade, está junto conosco para preencher a orfandade que tivemos”, afirma Vasconcelos.

JHC ouviu a população dos locais afetados e também contou com um estudo feito pela arquiteta e urbanista Gardênia Nascimento, residente do Pinheiro desde que nasceu. Ela morou com pais na localidade e mesmo depois de casar, permaneceu no bairro. Tem toda uma história na região e aplicou sua vivência e conhecimento no desenvolvimento do material, que alerta para o impacto do problema em toda cidade.

“Minha contribuição é técnica, por meio de um estudo, construído com as informações disponíveis. O perfil do Pinheiro é bem diverso, em todos os sentidos, há pessoas aqui que não vou conseguir achar outro imóvel parecido com o que moram. O bairro é muito central, tem uma importância grande e vai impactar em toda dinâmica da cidade. Um projeto para essa situação é essencial, sem isso não se vai a lugar nenhum”, destaca Nascimento.

A jornada da verdade continuou guiada por um trio elétrico por bairros da parte alta, Chã da Jaqueira, Santa Amélia e Tabuleiro. Depois o percurso recomeça no Jacintinho e segue pelo Dique Estrada, Praia do Sobral, Pajuçara, Ponta Verde e acaba na Jatiúca.

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