Maceió

Galpão de fábrica destruída por incêndio em Maceió terá que ser demolido

A informação foi confirmada pela Defesa Civil Municipal.

Bombeiros foram acionados para a ocorrência | @ Foto: CBMAL
Bombeiros foram acionados para a ocorrência | @ Foto: CBMAL

O galpão da fábrica de plásticos do Grupo Ultraplast, localizada no Distrito Industrial, no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió, será demolido após ter sido completamente comprometido por um incêndio de grandes proporções ocorrido na última sexta-feira (10). A informação foi confirmada pela Defesa Civil Municipal, que concluiu, após vistoria técnica, que não há condições estruturais para recuperação do imóvel.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Maceió, Abelardo Nobre, as chamas provocaram sérios danos à estrutura do galpão, comprometendo vigas de sustentação, paredes e a cobertura. O laudo preliminar aponta risco de colapso total, o que inviabiliza qualquer tentativa de reparo.

“Foi feita a recomendação de fazer um tamponamento para dar segurança a quem transita por essa região por enquanto. Agora é necessário fazer essa demolição o quanto antes, mas antes disso é preciso contratar uma empresa especializada que elaborará um plano de ação e apresentará à Defesa Civil, que acompanhará passo a passo o processo”, explicou Nobre.

O coordenador reforçou ainda que a demolição deverá ocorrer de forma planejada e segura, já que parte das instalações da fábrica voltou a operar, e há empresas vizinhas em pleno funcionamento. O trânsito na região, que chegou a ser interditado durante o combate às chamas, já foi normalizado.

Nesta segunda-feira (13), equipes da Defesa Civil Municipal e do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL) voltaram ao local para realizar uma nova vistoria técnica. O objetivo, segundo o CBMAL, é identificar possíveis pontos de risco remanescentes, avaliar a estabilidade das estruturas que ainda estão de pé e determinar o destino dos escombros.

O trabalho também inclui uma perícia para apurar as causas do incêndio, que mobilizou dezenas de bombeiros e caminhões de combate às chamas. As altas temperaturas e a presença de material plástico inflamável dificultaram a contenção do fogo, que se espalhou rapidamente pelo galpão principal.

Além dos danos estruturais, o incêndio acendeu o alerta para possíveis impactos ambientais. A queima de grandes quantidades de material plástico pode ter liberado gases tóxicos e resíduos prejudiciais ao solo e ao ar. Órgãos ambientais têm participado da avaliação dos escombros para determinar o destino correto dos materiais queimados.