O pedido de intervenção na Prefeitura de Rio Largo feito pelos ativistas políticos Alex Fernandes dos Santos, Helder Cavalcante de Moura, Cícero Leonardo Terto da Silva e Marivaldo Fragoso, foi publicado no Diário Oficial de Alagoas nesta quinta-feira (4).
O grupo, que já havia solicitado a cassação do prefeito Gilberto Gonçalves pela Câmara de Vereadores, na Justiça Federal e no Ministério Público do Estado (MPE), agora apela ao governo estadual.
O prefeito Gilberto Gonçalves foi preso em agosto do ano passado pela Polícia Federal, após investigação da Operação Beco da Pecúnia, que identificou ilegalidades nas contratações e pagamentos realizados pela prefeitura, em favor de pessoas jurídicas, para compras de material de construção, peças e serviços para veículos; que teriam recebido do município o valor de R$ 20 milhões.
O desembargador Élio Wanderley de Siqueira Filho, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), determinou o pedido de intervenção na Prefeitura de Rio Largo. Durante o afastamento do prefeito, quem assumiu o Executivo Municipal foi a primeira-dama e vice Cristina Gonçalves.
Segundo o Diário Oficial, caso o governador de Alagoas, Paulo Dantas, entenda pela necessidade de decretar a Intervenção Estadual de Rio Largo, deve primeiro ouvir o Conselho de Estado.
De acordo com a legislação publicada em julho de 2000, o Conselho de Estado é quem decide sobre a intervenção estadual nos municípios. O caso já foi analisado pelo Conselho do Ministério Público Estadual, que informou que a intervenção seria competência do governo estadual ou da União.
Os ativistas políticos continuam na luta para afastar o prefeito Gilberto Gonçalves do cargo e garantir a transparência e legalidade nas contratações e pagamentos realizados pela prefeitura.

