A Polícia Civil abriu inquérito para investigar a morte de Everton da Silva Santos, de apenas 5 anos, ocorrida na última terça-feira (16), no município de Cajueiro, Zona da Mata de Alagoas. A família da criança acusa o hospital local de negligência médica, apontando que não foram realizados exames nem providenciada a transferência para uma unidade de maior complexidade.
Segundo a mãe do menino, os primeiros sintomas surgiram no domingo (14), quando Everton apresentou febre, vômitos e dores de cabeça. A família levou a criança ao hospital municipal, onde ele recebeu duas doses de medicamento via oral e foi liberado em seguida.
No entanto, o quadro clínico piorou. De acordo com os pais, Everton passou a vomitar sangue, mas mesmo diante da gravidade dos sintomas, não houve solicitação de exames complementares, como raio-X, nem encaminhamento para Maceió, onde existem hospitais com estrutura mais avançada.
O pai da criança afirmou que o atendimento foi “insuficiente e negligente” e relatou que, em um momento crítico, a equipe médica chegou a atribuir os sintomas à suposta falta de alimentação, hipótese que, segundo ele, não condizia com a realidade do quadro.
O atestado de óbito apontou broncopneumonia como a causa da morte. A informação revoltou familiares e vizinhos, que protestaram em frente ao hospital, pedindo justiça. A Polícia Militar foi acionada para acompanhar a manifestação e evitar tumultos.
O Conselho Tutelar de Cajueiro também acompanha o caso. O órgão colheu informações sobre o atendimento e prepara um relatório que será enviado à Secretaria Municipal de Saúde. O documento servirá de base para que a Polícia Civil aprofunde as investigações, ouvindo testemunhas e reunindo provas que possam esclarecer as circunstâncias da morte de Everton.
Em entrevista à imprensa, o vice-prefeito de Cajueiro informou que a gestão municipal já instaurou procedimentos administrativos internos para apurar responsabilidades e avaliar falhas no protocolo de atendimento.
Até esta sexta-feira (20), o hospital não havia emitido nota oficial sobre as denúncias.
O caso segue em investigação, e a expectativa da família é que os responsáveis sejam identificados e punidos, caso seja comprovada a negligência.
