Interior

Mãe de menino que morreu afogado em festa relata tentativa de salvá-lo: ‘fiz massagem cardíaca nele’

Thaíse Pereira afirmou que foi ela quem prestou os primeiros socorros à criança.

Atualizado 7 meses atrás
Criança vitima de afogamento em piscina - @Reprodução
Criança vitima de afogamento em piscina - @Reprodução

A mãe de Riquelme Pietro Pereira Almeida, que morreu afogado durante a própria festa de aniversário, em Girau do Ponciano, Alagoas, relatou os momentos de desespero ao encontrar o filho caído na piscina da casa da avó materna, na tarde desta quinta-feira (3). Thaíse Pereira afirmou que foi ela quem prestou os primeiros socorros à criança.

“Comecei a gritar, puxei ele da piscina, o coloquei no chão, comecei a fazer massagem cardíaca nele. Em seguida, minha mãe pediu socorro, meu tio apareceu”, disse, emocionada.

De acordo com Thaíse, o menino havia pedido para ir à casa da avó, que fica muito próxima da residência da família. “Ele pediu para ir para a casa da vovó. Eu fiquei com pena dele. Abri [a porta] e deixei ele ir”, contou. Enquanto Pietro estava na casa da avó, a mãe permaneceu na cozinha de casa, lavando os pratos. “Dá para ver todo o quintal da minha mãe. Quando olhei, o vi caído na piscina, de bruços”, relatou.

Após ser retirado da piscina pelos familiares, o menino foi levado às pressas para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu os primeiros atendimentos. Em seguida, foi transferido para a Unidade de Emergência do Agreste (UEA), em Arapiraca.

“Depois de tentarem reanimá-lo, não houve sucesso e ele acabou entrando em óbito”, lamentou a mãe.

Segundo informações da equipe médica de plantão, Riquelme já chegou ao hospital sem vida. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais.

Cuidados com crianças em piscinas: veja como evitar acidentes graves

O primeiro e mais importante cuidado é a supervisão constante e ativa. Crianças nunca devem ficar sozinhas perto da piscina, mesmo que saibam nadar ou estejam com boias. Um adulto responsável deve permanecer por perto, de preferência dentro ou na borda da piscina, com atenção total à criança – sem celular, conversas paralelas ou distrações.

Outro ponto fundamental é a instalação de barreiras físicas, como grades de proteção com travas, capas de segurança e alarmes de proximidade. Esses dispositivos ajudam a impedir o acesso de crianças à piscina quando não há supervisão. Além disso, é importante manter brinquedos e objetos atrativos longe da borda, para evitar que a criança tente alcançá-los e acabe caindo.

Equipamentos de flutuação também devem ser escolhidos com cuidado. Boias de braço, por exemplo, não garantem a segurança total e podem dar uma falsa sensação de proteção. O mais indicado são coletes salva-vidas certificados, adequados para a idade e peso da criança.

Ensinar a criança, desde cedo, a respeitar a piscina como um ambiente que exige cuidado é outra atitude que faz diferença. Conversas sobre não correr em volta da água, não empurrar colegas e não entrar sem autorização ajudam a criar consciência e responsabilidade, mesmo nos pequenos.

Também é importante que os adultos saibam o básico de primeiros socorros, especialmente manobras de reanimação (RCP). Em caso de afogamento, os minutos iniciais são decisivos para a sobrevivência e podem reduzir danos graves.