Uma tragédia abalou a cidade de Girau do Ponciano, no Agreste de Alagoas, na tarde desta quinta-feira (3). Um menino de apenas três anos morreu afogado durante sua própria festa de aniversário, realizada na casa da avó.
A vítima foi identificada como Riquelme Pietro Pereira Almeida. Segundo informações iniciais, o acidente aconteceu enquanto a família comemorava o aniversário da criança. Em determinado momento, Riquelme teria se afastado e caído na piscina da residência.
As circunstâncias exatas do afogamento ainda não foram esclarecidas, e não se sabe se havia supervisão no momento em que o menino caiu na água.
Socorro foi acionado, mas criança já chegou sem vida ao hospital
Após ser retirado da piscina pelos familiares, Riquelme foi levado às pressas ao Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca. No entanto, segundo a equipe médica de plantão, o menino já chegou à unidade sem vida.
O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos legais.
Cuidados com crianças em piscinas: veja como evitar acidentes graves
Acidentes com crianças em piscinas podem acontecer em segundos e, muitas vezes, são silenciosos. Mesmo em ambientes familiares, como casas de parentes ou festas de aniversário, a distração por poucos minutos pode levar a tragédias. Por isso, adotar medidas de prevenção é essencial para garantir a segurança dos pequenos.
O primeiro e mais importante cuidado é a supervisão constante e ativa. Crianças nunca devem ficar sozinhas perto da piscina, mesmo que saibam nadar ou estejam com boias. Um adulto responsável deve permanecer por perto, de preferência dentro ou na borda da piscina, com atenção total à criança — sem celular, conversas paralelas ou distrações.
Outro ponto fundamental é a instalação de barreiras físicas, como grades de proteção com travas, capas de segurança e alarmes de proximidade. Esses dispositivos ajudam a impedir o acesso de crianças à piscina quando não há supervisão. Além disso, é importante manter brinquedos e objetos atrativos longe da borda, para evitar que a criança tente alcançá-los e acabe caindo.
Equipamentos de flutuação também devem ser escolhidos com cuidado. Boias de braço, por exemplo, não garantem a segurança total e podem dar uma falsa sensação de proteção. O mais indicado são coletes salva-vidas certificados, adequados para a idade e peso da criança.
Ensinar a criança, desde cedo, a respeitar a piscina como um ambiente que exige cuidado é outra atitude que faz diferença. Conversas sobre não correr em volta da água, não empurrar colegas e não entrar sem autorização ajudam a criar consciência e responsabilidade, mesmo nos pequenos.
Também é importante que os adultos saibam o básico de primeiros socorros, especialmente manobras de reanimação (RCP). Em caso de afogamento, os minutos iniciais são decisivos para a sobrevivência e podem reduzir danos graves.
Por fim, em dias de festa ou com muita movimentação, redobre a vigilância. Situações com grande número de pessoas tendem a gerar mais distrações, e as crianças podem sair do campo de visão com facilidade. Nessas ocasiões, a presença de um adulto designado exclusivamente para observar a piscina pode salvar vidas.
