GIRAU DO PONCIANO (AL) — Uma tentativa de fraude bancária no Agreste de Alagoas terminou em prisão e mobilizou a Justiça Federal nesta semana. Jenyffer Clivia Rocha Silva foi presa em flagrante no município de Girau do Ponciano ao tentar aplicar um golpe em uma agência da Caixa Econômica Federal utilizando documentos falsificados.
O caso, que começou como uma ocorrência policial comum na quarta-feira (3), escalou rapidamente para a esfera federal devido à natureza da vítima (uma empresa pública da União), culminando na audiência de custódia realizada na manhã desta quinta-feira (4).
De acordo com os autos do processo a que o BR104 teve acesso, Jenyffer dirigiu-se à agência bancária com o objetivo de abrir uma conta. Para isso, apresentou uma carteira de identidade (RG) falsificada, com dados de terceiros.
O sistema de segurança da Caixa e a atenção dos funcionários detectaram a inconsistência nos documentos. A Polícia Militar foi acionada e conduziu a mulher para a delegacia local, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante pelo crime de uso de documento falso (Artigo 304 do Código Penal).
Por se tratar de um crime contra uma instituição federal, a Justiça Estadual de Girau do Ponciano declinou da competência. O caso foi remetido imediatamente para a 1ª Vara Federal de Alagoas, em Maceió, sob a responsabilidade do juiz federal de garantias Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho.
Paralelamente, o Ministério Público Federal (MPF) entrou no circuito. O procurador da República Antonio Henrique de Amorim Cadete (titular do 5º Ofício) foi designado para atuar no caso, analisando a legalidade da prisão e a necessidade de medidas cautelares.
Audiência de Custódia
A audiência de custódia foi realizada às 11h desta quinta-feira (4). Para evitar custos e riscos de deslocamento da presa — que estava detida no interior —, o magistrado determinou que a sessão ocorresse por videoconferência, conectando a sala de audiências em Maceió, a defesa da acusada e a delegacia em Girau do Ponciano.
Durante a sessão, foram avaliados a legalidade do flagrante e se Jenyffer responderá ao processo em liberdade ou se será transferida para o sistema prisional. Até o fechamento desta reportagem, a decisão final sobre a soltura ou conversão em prisão preventiva ainda tramitava sob análise judicial.
Se condenada, a pena para o crime de uso de documento falso pode variar de um a cinco anos de reclusão, além de multa.
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