O piloto Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, ex-comandante da equipe aérea da Segurança Pública de Alagoas, apresenta sinais de recuperação oito meses após ter sido baleado na cabeça durante uma operação policial no Rio de Janeiro. O caso ocorreu em 20 de março de 2025, quando ele atuava como copiloto de um helicóptero da Polícia Civil, durante a Operação Torniquete, realizada nas comunidades Vila Kennedy e Vila Aliança, na Zona Oeste da capital fluminense.
A ação tinha como objetivo cumprir mandados de prisão contra uma quadrilha especializada em roubos de vans. No decorrer da operação, a aeronave do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (SAR-CORE) foi atingida por disparos vindos do solo. Um dos tiros atingiu Felipe na cabeça. Mesmo ferido, ele ajudou o comandante Leonardo a manter o controle do helicóptero e a realizar um pouso de emergência, evitando uma tragédia maior.
Felipe foi levado em estado grave para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, onde passou por cirurgia. Desde então, enfrenta um longo processo de recuperação. De acordo com familiares, o piloto tem apresentado evolução significativa e já começa a recuperar movimentos.
Nas redes sociais, a esposa, Keidna Monteiro, compartilha registros do tratamento no perfil @comandante.felipe, onde amigos e colegas acompanham de perto cada avanço. A recuperação tem surpreendido os médicos e reacendido a esperança de todos que acompanham o caso.
Com passagens marcantes pela aviação de segurança pública, Felipe comandou aeronaves entre 2011 e 2013 e participou da estruturação do serviço aéreo em Alagoas, atuando nas aeronaves Arcanjo 01, de resgate aeromédico, e Falcão, usada em operações policiais. O Departamento Estadual de Aviação (DEA) destacou a importância de seu trabalho e o descreveu como um profissional exemplar e dedicado à missão de salvar vidas.
Ainda sem previsão de alta, o ex-comandante segue em reabilitação. A sua trajetória, marcada pela coragem e determinação, continua a inspirar colegas de profissão e a sociedade.
